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21 March, 2019

UM MARCADOR SIMPLES E INOVADOR PARA O TREINO DE BASQUETEBOL E RÂGUEBI EM CADEIRA DE RODAS

Desportos Colectivos
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Apesar do crescente interesse que se verifica pelos desportos paraolímpicos, ainda pouco se desenvolveu no campo da investigação do rendimento dos atletas em cadeira de rodas no contexto competitivo. Dois desses desportos são o basquetebol e o râguebi, que decorrem ambos no típico campo de basquetebol. Os estudos existentes foram, na sua maioria, realizados ao nível do basquetebol, mas nenhum conseguiu ainda identificar um marcador simples e fiável, que permita avaliar o estado físico dos jogadores, para que possam cumprir os programas de treino com segurança e conforto.

Recentemente, um grupo de investigadores, entre os quais, Adrián García Fresneda, professor no TecnoCampus de Mataró e preparador físico da seleção espanhola de râguebi em cadeira de rodas, assim como Gerard Carmona, investigador na Área do Rendimento do FC Barcelona, demonstrou a fiabilidade do “impulso de saída” como marcador do estado físico dos atletas e a sua relação com a capacidade de sprint. Com resultados que também se podem aplicar ao basquetebol, o estudo foi publicado na revista The Journal of Strength & Conditioning Research.

Procurar a simplicidade para melhorar a eficácia

“Até agora, não tínhamos nenhum teste em campo que nos permitisse avaliar o treino”, comenta García Fresneda. “Utilizávamos testes laboratoriais, que levam muito mais tempo a realizar e cujos resultados, não sendo diretos, têm de ser extrapolados.” O que procuravam era criar um teste para os atletas em cadeira de rodas que fosse equivalente ao conhecido teste de Bosco, que permite avaliar as características e capacidades das fibras musculares das pernas a partir dos saltos verticais.

A hipótese do trabalho era que tanto “o impulso de saída” ou “a primeira remada” (IMPRP: Initial Maximum Push-Rim Propulsion, nas sua sigla inglesa), como a capacidade de sprintem 12 metros, pudessem servir como marcadores do estado físico dos atletas. O segundo caso já tinha sido estudado em jogadores de basquetebol, mas faltava definir a fiabilidade do teste. Nesse sentido, submeteram-se 16 jogadores de râguebi em cadeira de rodas a dois tipos de testes. Por um lado, analisaram-se os parâmetros mecânicos do impulso de saída com recurso a um “encoder”, que é uma espécie de corda que mede a velocidade, a força e a potência exercidas a cada momento. Por outro lado, estudou-se a capacidade de sprinta 3, 5 e 12 metros, utilizando um radar. Não só se calculou a variabilidade entre repetições, para estudar a fiabilidade de cada teste, como também se estudou a correlação entre o primeiro impulso e o sprint, tendo como pressuposto que uma coisa dependia muito da outra.

As medidas de variabilidade foram consistentemente baixas, o que leva a supor que se trata de um teste fiável e que os valores obtidos a cada repetição são qualitativamente semelhantes. Além disso, a primeira remada explicava entre 60 e 80 % da capacidade de sprint, especialmente a 3 e 5 metros, “que são as distâncias que mais se repetem durante o jogo”, sublinha García Fresneda.

“O estudo é importante, porque funciona como indicador do rendimento mecânico durante a impulsão, que é o gesto na base do deslocamento. Trata-se de um teste simples, fiável e específico, que permite monitorizar o rendimento do atleta”, assegura Carmona. “Já estamos a utilizá-lo para comprovar as nossas hipóteses de treino”, adianta García. A sua aplicação servirá para investigar os programas mais eficazes, tendo igualmente em conta que se, por um lado, ainda não se sabe concretamente que grupos musculares se destacam no primeiro impulso, por outro, estes podem variar consoante a postura e o grau de incapacidade do atleta.

Além disso, os resultados podem perfeitamente aplicar-se ao basquetebol, uma vez que “ambas as modalidades se jogam no mesmo campo e tanto uma como a outra implicam acelerações da maior magnitude possível”, explica Carmona. “Até à data, e no nosso conhecimento, não havia nenhum teste para avaliar as características destes desportos em cadeira de rodas no terreno”, acrescenta.

 

A equipa do Barça Innovation Hub

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