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October 1, 2021

Futebol
Gestão de Lesões

Trocas de técnicos aumentam riscos de lesões musculares

By Carlos Lago Peñas.

O futebol é um esporte que apresenta grandes riscos de lesões graves. Os atletas estão em constantes acelerações, mudanças bruscas de direção, situações repentinas, complexas coordenações e muitas variáveis. Todos sabem que existem fatores externos que podem contribuir para prováveis lesões. A idade dos atletas, o tempo de exposição aos estímulos durante os treinamentos e os jogos em si ou terem sofrido alguma lesão prévia na mesma região são elementos que geram e criam riscos mais elevados. Estar com toda a equipe em forma e disponíveis para todas as competições é um dos grandes desafios de todos os preparadores físicos. Não basta ter só boa forma. É fundamental prevenir todos os tipos de lesões. Existem cálculos que estimam perdas econômicas mensais caso tenha um atleta lesionado, podendo gerar ao clube e os campeonatos em geral. Esse valor pode superar os 500.000 €.1

Em pesquisas recentes foram demonstradas que, mesmo que as mudanças de técnicos aumentam a quantidade de lesões musculares nas equipes.2 Há registros de pesquisadores ao longo de três temporadas consecutivas em função de atletas lesionados e o tempo de exposição deles durante jogos e treinamentos em dois clubes da Super liga Turca. Durante esse período as duas equipes trocaram de técnico 7 e 3 vezes, respectivamente. A frequência das lesões musculares foi 2,3 vezes superior, ou seja, 5,3 lesões musculares a cada 1000 horas de exposição durante duas semanas posteriores à participação do novo técnico. Após um mês, a frequência das lesões musculares foi de 4,5 a cada 1000 horas de exposição, ou seja, 1,9 vezes superior. As razões para o aumento na incidência das lesões parecem descrever alguns aspectos importantes. A chegada de um novo técnico, normalmente vem com muitas novidades no processo de preparação física. Existem alterações nas atividades físicas, nos ciclos de treinamento muscular, nos horários e nos níveis de cobranças. Entretanto, existem estímulos bem diferentes do técnico anterior. Logo destacamos a intensidade dos treinamentos e o espírito de competitividade aumenta. Todos sentem a necessidade de impressionar este novo técnico, seja para sustentar sua escalação como titular ou para ganhar o lugar na equipe.

Talvez seja necessário levar em consideração algumas recomendações para evitar riscos de lesões futuras em função da troca de técnicos:

Para o novo corpo técnico que chega:

  1. Recomendamos que obtenham a maior quantidade de informações sobre o comportamento da equipe em geral, atividades comuns realizadas, exercícios, horários, intensidades, tempo de treino e outros dados importantes.
  2. É necessário estudar o histórico de cada um dos atletas, ou seja, sua idade, seus antecedentes, riscos, cultura esportiva e outras evidências.
  3. Também destacamos a necessidade de respeitar as decisões do departamento médico, dos preparadores físicos que permaneceram no clube. Eles conhecem bem como foi o andamento do clube e das metodologias aplicadas anteriormente.
  4. Este fator é importante para manter e controlar as cargas de trabalho aplicadas. Ser prudente pode ser melhor para todos. Grandes alterações são sinônimos de lesões.

Para o corpo técnico que sai:

  1. Seria excelente se pudessem deixar todas as informações descritas em um relatório com todos os detalhes do processo de preparação física dos atletas.
  2. Estar disponível para responder a todas as dúvidas dos novos contratados.

Para os clubes:

  1. É necessário que se mantenha uma estrutura mais estável para o grupo principal, mesmo com a mudança de técnico. Sempre colocar à disposição 1 ou 2 preparadores físicos próprios ou que o departamento médico (médicos, fisioterapeutas, auxiliares etc.) tenham protagonismo neste período de transição.
  2. É necessário investir em pesquisas, profissionais competentes e em equipamentos.

Referências

1 Ekstrand, J. (2013). Keeping your top players on the pitch: the key to football medicine at a professional level. British Journal of Sports Medicine. 47:723–724.

2 Donmez, G.; Kudas, S.; Yörübulut, M.; Yildirim, M.; Babayeva, N. y Torgutalp, S. (2018). Evaluation of Muscle Injuries in Professional Football Players: Does Coach Replacement Affect the Injury Rate? Clinical Journal of Sport Medicine.

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