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11 September, 2020

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A pandemia tirou dos estádios seu elemento mais importante, o seu público. O clima criado pelos torcedores é insubstituível e, no momento, nem os efeitos sonoros, nem as telas nas arquibancadas, nem as outras tentativas tecnológicas conseguiram compensar sua ausência. Tão importante quanto esse fator é que parece não haver nada para substituir a receita da bilheteria, o que levou equipes de todo o mundo, em todos os esportes, a buscar outras soluções. Houve a necessidade de uma abordagem que vai muito além das arquibancadas, capaz de entender que um estádio é muito mais do que um local físico e que as medidas não podem ser tomadas individualmente pelas equipes, mas sim integrando ligas e federações.

 

A bolha na NBA

A ideia de um ambiente controlado ou de uma bolha para finalizar as temporadas ou ainda ter encontros significativos nasceu com uma dupla intenção, evitar o contágio da COVID-19 e tentar a todo custo evitar suspensões. Anular novamente um campeonato em andamento ou um jogo significaria perder a receita sobre publicidade e direitos de transmissão televisiva. Mas, ao contrário do que podemos pensar intuitivamente, a bolha não precisa ser lucrativa e o caso mais significativo é o da NBA. Esta liga tinha quatro hotéis na Disney, três sedes de jogos, reunindo 22 equipes e pessoal técnico que ficaram sem contato com o mundo exterior, inclusive com amigos e respectivas famílias. A epidemia ocasionou uma perda de 500 milhões de dólares, valor representado pela venda de ingressos assim como assumiram um custo adicional de 170 milhões, relacionado à própria bolha. Em várias entrevistas, a diretoria da NBA representada por Adam Silver admitiu que este modelo não é financeiramente sustentável, isto porque o maior prejuízo para uma liga seria não haver receitas. Silver, como tantos outros profissionais, prevê um ou dois anos problemáticos, com a retomada de campeonatos muito difícil. A estratégia da bolha é, portanto, diminuir as perdas e continuar jogando enquanto se espera uma vacina.

 

O modelo bolha nas ligas europeias

Será que existe na Europa algum lugar como a Disney onde se possa transferir o esporte soberano europeu? A somatória de hotéis e estádios em um ambiente com acesso controlado tem sido tão eficiente que alguns atletas da NBA têm reclamado de viver na bolha de Orlando, em situação de “concentração absoluta”. Transferir este reduto à esfera europeia não parece de todo impossível, mas a ausência de complexos fechados fomenta despesas e dificuldades. Tais como a contratação de meios de transporte e pessoal para operá-los, tão isolados quanto os demais, bem como equipes de segurança para inibir comportamentos indesejados. Por outro lado, e como vantagem, as cidades esportivas dos grandes clubes poderiam ser exploradas, assim como hotéis que atualmente estão sem operatividade. Neste contexto surge uma oportunidade nova para os estádios vazios e, desde já, as federações e ligas teriam que negociar muito bem para que nenhuma equipe estivesse em desvantagem. Porém, enquanto a pandemia durar, a bolha será um modelo com forte tendências de permanência. Explorar este formato, pode minimizar prejuízos dos campeonatos com a ausência de público e trazer benefícios inesperados. Como a mudança de atitude promovida pelos atletas da NBA, que passaram da reclamação por concentração absoluta para um pensar positivamente, que é a convivência, reforçando o companheirismo e o espírito de equipe.

 

Novas abordagens para o “non-matchday”

Dois estádios de futebol europeu haviam se consolidado antes da pandemia como o melhor modelo de aproveitamento do formato “no-matchday”. Tanto o Allianz em Turim quanto o Da Luz em Lisboa tinham uma expressiva e regular fonte de renda em suas galerias comerciais. As receitas das lojas, museu e passeios também contribuíram com quantidades expressivas. A atual situação mundial logicamente nos leva a desistir de tudo isso e a nos resignar a ela. Longe disso, alguns clubes europeus começaram a inovar com novas usos.

Um dos mais simbólicos é o Sixway Stadium em Worcester, Reino Unido. Eles já começaram a oferecer seus camarotes VIP como espaços de trabalho que podem ser alugados, tornando possível o teletrabalho em um espaço ideal e sem limitar que as pessoas somente possam trabalhar desde casa. Assim, eles têm transformado seus espaços em escritórios e também oferecido seus serviços para a organização de eventos no formato “covid-safe”, unindo as medidas disciplinares do futebol ao encontro de pessoas, sua circulação e até mesmo alimentação com cardápios diferenciados e seguros.

Outro caso interessante, em um mesmo país, é o de Chelsea. Seu estádio Stamford Bridge já era uma referência para os londrinos como um local para organização de eventos, em função do espaço, conectividade e a importância da sua própria sede. Eles estabeleceram uma estratégia para que estes eventos possam ser revistos a partir do outono, quando as restrições forem amenizadas e, para promover reservas antecipadas, eles oferecem um tour virtual para seus clientes. Usando óculos de realidade virtual, os interessados podem ver tudo o que o estádio tem a oferecer sem precisar se deslocar ao local físico.

São, obviamente, as primeiras tentativas que deverão ser melhoradas e consolidadas. Também é de se esperar que novas iniciativas surjam nos próximos meses, uma vez que a pandemia da COVID-19 ainda permaneça por tempo indeterminado. O esporte apresenta uma vantagem em relação ao restante dos setores, sua necessidade de adaptação constante no campo de jogo. Assim, familiarizadas com esta nova realidade, as disciplinas esportivas encontrarão as melhores maneiras de administrar estádios sem público.

 

 

Martín Sacristán

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