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13 November, 2020

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Abordagem integral sobre tendinopatias

Hoje reuniram-se os principais especialistas em tendinopatias para apresentar as mais recentes evidências sobre fisiopatologia, clínica da dor, protocolos de prevenção, intervenção e reabilitação de lesões em tendões.

Após sua apresentação na edição do ano passado, o Dr. Gil Rodas, diretor do departamento médico do BIHUB apresentou o Tendon Injury Guide do FC Barcelona. Este guia foi desenvolvido por diferentes especialistas que trabalham, de maneira integral com as lesões de tendões: desde a fisiopatologia e fatores de risco, diagnósticos e tratamentos até a manipulação de diferentes lesões nos tendões, de acordo com o tipo de tendão lesionado.

Epidemiologia das lesões tendinosas e fatores de risco

Na primeira etapa da jornada que foi dedicada à análise epidemiológica das lesões, o Dr. Martin Hägglund, pesquisador do Footbal Research Group, apresentou alguns estudos comprovando que os atletas que praticam atividades em campo têm até duas vezes mais de chances de sofrerem lesões, ou seja, duas vezes mais que os goleiros. Além disso, analisamos tanto os fatores internos como externos. Por exemplo, ficou demonstrado que ao sofrer uma lesão prévia possivelmente ela seja um dos principais fatores de risco, pois existem reincidências de aproximadamente 27% de tendinopatias do tendão de Aquiles nos dois primeiros meses após o retorno às práticas esportivas. Também, formam detectados que os riscos de sofrerem problemas de tendões é de 2 a 5 vezes superior em homens que em mulheres, de acordo com indicações de diferentes estudos.

Informações importantes trazidas pelo Dr. Hägglund foi o uso de antibióticos como fluoroquinolonas que podem potencializar o risco de rupturas dos tendões de Aquiles em 2,5 vezes. Também estes antibióticos se combinados com corticoesteoides elevam os riscos em 5 vezes.

Ao mesmo tempo o Dr. Markus Walden, cirurgião ortopédico e pesquisador do Football Research Group, apresentou estudos epidemiológicos que comprovam como os times apresentam uma média de 4 lesões de tendão por temporada o que representa 7% do total de lesões nas equipes. Nos casos destas lesões, as do tendão de Aquiles são duas vezes mais frequentes que as que atingem o tendão rotuliano. Estas informações representam somente 30% dos problemas em tendões os quais induzem que atletas percam jogos; isso revela que a maioria deles podem conviver com tendinopatias de uma forma normal.

Fisioterapia durante os processos de tendinopatia: importância da matriz interfascicular (IFM)

Por último, a Dra. Jill Cook, fisioterapeuta, professora e pesquisadora da Universidade La Trobe analisou as incidências fitopatológicas nas tendinopatias. Apesar de que durante os anos 80 e 90 acreditava-se que os processos inflamatórios eram fomentados por problemas nos tendões, Cook explica que os “modelos baseados em modificações celulares parecem ser os principais motivadores das tendinopatias”. Em relação ao processo, ficou claro a importância da matriz interfascicular (Interfascicular matrix), pois as alterações nas estruturas podem ser o fator que desencadeia problemas nos tendões.

Por isso, uma vez que perdemos os tecidos cognitivos por sobrecarga importante, ocorrem remodelações desta matriz de colágeno que converte essa condição uma situação irreversível. Assim, “se não detectarmos o ponto onde a matriz interfascicular sofre este estres, ela pode começar a sofrer descompensações e perder tecido conector, o que faria que o tendão passe de ser um tendão reacionário a um tendão degenerativo”.

Estratégias de hidratação para melhorar o desempenho de um atleta

Na terceira edição do evento de nutrição que aconteceu durante o “Sport Tomorrow” e inaugurada pelo Dr. Ian Rollo, que analisou a importância de uma boa hidratação no mundo dos esportes e a necessidade de personalizar estratégias de hidratação em função das grandes variáveis pessoais nas taxas de sudorese. Ele também apresentou as diferenças entre a hidratação, de acordo com a sede e estratégias de hidratação planificada, ao destacar a importância de um estado de hidratação ideal durante as atividades físicas. Por isso, enfatizou-se na necessidade de acostumar os atletas a manterem uma estratégia de hidratação ideal.

Ao mesmo tempo, Rebecca Randell, pesquisadora sênior do Gatorade Sport Science Institute, sinalizou que “não existe uma fórmula geral de hidratação em função da atividade física, já que cada atleta transpira de formas diferentes e, em consequência disso, terá diferentes necessidades de hidratação”. Ela também é uma das defensoras da personalização da hidratação, de acordo com o perfil de sudorese de cada atleta. Um fator importante apresentado pela pesquisadora é que grande parte dos atletas desconhecem exatamente qual é a sua taxa de sudorese, e por isso, no momento da hidratação durante os treinamentos e jogos podem não atingirem essa hidratação ideal.

Neste sentido, Randell demonstrou avanços tecnológicos que o Gatorade Sport Science Institute demonstrou, ao projetar um ecossistema informatizado em uma série de wearables que podem ser importantes para o corpo técnico prever, de maneira precisa a quantidade de líquidos e eletrólitos que cada atleta perde durante uma atividade ou partida. Com estas informações podemos verificar indicações personalizadas com o objetivo de melhorar o desempenho de um atleta. Um exemplo é a GX Smart Cap, que nos dá um feedback a todos nós e principalmente aos atletas, mostrando quando necessitam beber e assim evitar uma desidratação significativa, ou seja, uma hidratação excessiva. 

Os exercícios durante o processo de recuperação de tendinopatias: a importância de minimizar dores e aumentar a autoconfiança dos atletas

Durante a primeira jornada de fisioterapia que aconteceu no evento Sports Tomorrow, o Dr. Carles Martín, fisioterapeuta e osteopata da equipe principal de basquete do FC Barcelona resumiu as possíveis causas que podem induzir uma tendinopatia. Ele também apresentou diferentes ferramentas para avaliações utilizadas pelo clube e discutiu como podemos manipular essas lesões durante os primeiros instantes de terem sofrido até sua recuperação completa antes do return to play.

Por outro lado o Dr. Peter Malliaras, pesquisador e professor do Departamento de fisioterapia na Universidade de Monash analisou as mais recentes abordagens para a reabilitação de lesões tendinosas onde as atividades físicas e a correta programação são fundamentais para o processo como um todo. Apesar de desconhecerem qual a quantidade de atividades ideais nas diferentes etapas da reabilitação, de acordo com Malliaras, uma abordagem que incluem atividades progressivas com o real objetivo de melhorar a força podem estar associada à resultados funcionais e com a redução de dores se compararmos com aqueles protocolos nos quais os modelos progressivos não têm um acompanhamento. Além de disso, também apresentou informações sobre um estudo de revisão no qual indica que não existem relações entre a quantidade de atividades físicas e as dores durante programas de reabilitação. Logo após 12 semanas os atletas apresentam uma melhora significativa nas dores, independente da intensidade dos exercícios. Neste sentido, de acordo com as afirmações do pesquisador, uma correta progressão da carga é importante para atender às deficiências funcionais e melhorar a confiança do paciente antes de exposições graduais.

A importância de controlar todas as peças do quebra-cabeças durante o planejamento esportivo

Nesta primeira jornada da área de desempenho contamos com a participação do Dr. Martín Bucheitt, diretor de pesquisas em inteligência sobre desempenho do laboratório Kitman Performance e conta com uma ampla experiência em futebol, pois foi diretor de desempenho do Paris Saint Germain. O Dr. Bucheitt apresentou a importância de vincular todos os aspectos envolvidos no alto desempenho dentro de uma equipe ao destacar a importância de ter um profissional e um sistema organizado que reúne todas as informações sob diferentes aspectos, sejam elas médicas, nutricionais ou esportivas. Além disso, apresentou os diferentes níveis de organização que devem ser levados em consideração ao momento de planejar, inclusive nos níveis mais amplos, ou seja, “macro” em uma temporada completa ou nos níveis mais focalizados, ao incluir uma organização semanal, condições de cada jogo e características específicas de cada jogador e suas condições contextuais. Assim, apresentou diferentes exemplos práticos de como podemos alterar individualmente o planejamento dos atletas de um elenco, dependendo de todos esses níveis, inclusive nos treinamentos extras para alguns atletas e tempos de descanso superiores para outros. Por último, o Dr. Bucheitt apresentou a importância dos treinamentos interválicos de alto desempenho para os atletas de futebol e comentou sobre os fatores que necessitamos levar em consideração para uma prescrição e progressão mais precisa.

Disciplina e criatividade não são incompatíveis em um sistema de jogo

A treinadora da seleção brasileira, Pia Sundhage explicou como o sistema de jogo permite criatividade entre as atletas e, ao mesmo tempo, está sujeito há normas. Dois conceitos: disciplina e imaginação, pois são exclusivas neste mundo. O importante papel da treinadora para descobrir como torná-las compatíveis e que tenham o devido fomento.

O esquema planejado para o jogo é fundamental e também é seguir as normas dentro e fora de campo. Não há um esquema rígido, pois a ideia é adaptar-se as características de cada atleta. Entretanto, a partir dessas conclusões discutimos como as atletas devem se movimentarem com a bola e mobilizarem-se dentro de campo. Sempre que elas sigam as instruções, cada uma aceita sua função e a partida acontece como elas acreditam que deva acontecer.

O gerenciamento do grupo é personalizado. Garantiu que necessita personalizar cada situação com as atletas. De acordo com o que aprendeu nos Estados Unidos, o mais importante é conhecer cada atleta e saber como ter a confiança e de que forma trabalhar. Assim podemos estabelecer metas e objetivos. Isso induz a uma relação mais próxima com o elenco. Para isso, como muda de país com frequência, o que precisa é manter uma equipe técnica, profissionais que possam estar próximos das atletas com os mesmos códigos culturais que elas têm.

No dia a dia ela gosta de celebrar e festejas conquistas adquiridas dentro de campo. Falar sobre o que é positivo, criar, fomentar um espaço positivo e de crescimento. E se sair mal, não ficar obcecado. É muito importante saber o que aconteceu. Se é algo tático, técnico ou psicológico. Em relação às instruções, prefere não usar vídeos e somente usar imagens. Cria uma fotografia com setas para indicar o sentido em vez de uma sequência de fotos, o que envolve algumas distrações. Ela prefere que a primeira impressão seja a que fique e que se entenda exatamente o que ela quer. Assim, de acordo com seus objetivos, para ela o melhor é que suas próprias atletas as surpreendam.

“O Barça não deseja que seus torcedores se tornem clientes, porque sua essência é a paixão”

Os clubes de futebol, tendem a serem marcas conhecidas em todo o mundo, ainda não têm um volume de negócios como os das marcas de outros setores que alcançaram o mesmo destaque internacional. Isso demonstra que ainda temos um longo caminho pela frente em tudo o que estiver relacionado ao marketing, explicou Enric Llopart, diretor da área digital do FC Barcelona.

Entretanto, a estratégia comercial de um clube como as do Barça jamais poderá ser comparada com as de outras multinacionais. O clube não busca clientes e nem mesmo seguidores, pois já tem e não deveria aspirar na mera transformação deles como simples clientes, adverte ele, porque a essência do Barça é a paixão. O pilar de outras empresas é o produto, e no Barcelona tratamos de sentimentos e paixões.

Llopart enumerou uma quantidade de mitos que ainda, acreditamos na área de marketing, mas que já não mais estão vinculados à realidade. Em primeiro lugar, a quantidade de seguidores não depende do volume de negócios. Existem muitas diferenças entre torcedores. Nem todos respondem da mesma forma, sobretudo se levarmos em consideração que nossos torcedores são nacionais e também são internacionais. O objetivo, neste caso, é somente conseguir identificar os mais apaixonados e trazê-los para o clube. Porque o Barça não tem o objetivo de lucrar com seus torcedores, mas sim criar e fomentar valores neles.

Da mesma forma, temos que descartar a ideia de que um torcedor qualquer compre qualquer coisa que contenha o logotipo do Barça. O torcedor é inteligente e exigente. Temos que esforçar para ganhar a simpatia dele e tentar identificar suas necessidades em relação ao clube. Depois de um estudo realizado, identificamos que os torcedores buscam dois aspectos do clube: reconhecimento – serem oficialmente reconhecidos como torcedores e a proximidade que eles têm mesmo estando a milhares de quilômetros do Barcelona, clube que eles sentem que estão próximos.

Sobre os desafios que temos pela frente estão, de acordo com Llopart no cenário mutante que atualmente enfrentamos, em pleno início da nova revolução digital, muitos clubes ainda estão tratando de se adaptarem, mas o processo de transformação não é tão simples para todos. Outro problema é a dependência de outras plataformas como Instagram ou Facebook, que são intermediários entre o clube e seus torcedores. Um objetivo claro pode ser alterar essas dependências das redes sociais.

A final de contas, a paixão pelo clube é uma arma com duplo sentido. Podemos nos aproximar, mas se os resultados no campo são ineficazes, podemos confrontar interesses econômicos. No novo cenário que conta com a chegada da nova geração Z consumindo produtos esportivos, é a oportunidade ideal para que no futuro possamos desenvolver um ecossistema com base na marca Barça, mas menos dependente de resultados, que competem nas plataformas de televisão ou de games. Com estas estratégias, o clube desenvolveu e habilitou o desenvolvimento de projetos do Barça Studios, Culers e Espai Barça.

A NFL necessita de especialistas em informações

A liga de futebol americano começou há pouco a coletar informações sobre os atletas para os campeonatos. De acordo com as explicações de Michael Lopez, diretor de analítica de dados e estatísticas da NFL, em um primeiro momento o único critério que podemos seguir é tentar oferecer informações para todos que assistem a transmissão dos jogos em casa.

Como base, foram sendo registrados dados fundamentais como os pontos indicados, as gírias e outros elementos que fazem parte de um jogo. Enfatizamos também no conjunto de táticas usadas e projeções das equipes, suas estratégias e finalmente um sistema de rastreamento implementado nas ombreiras dos atletas, que contêm dois dispositivos, um de cada lado, com o objetivo de registrar todos os movimentos e sua localização dentro de campo.

Então, os responsáveis perceberam que necessitavam incorporar novos especialistas em dados para conseguirem melhorar essas variáveis e coeficientes neste esporte. Em parceria com Sunday Night, empresa responsável pelas transmissões, Nex Gen Stats, o departamento de estatística da NFL, a AWS e o Football Operations, organizaram um evento para especialistas em dados e conseguirem diferentes ideias para entender melhor o jogo e poderem analisar todos os dados resultado da implementação dos dispositivos.

O evento foi denominado como Big Data Bowl e reuniu milhares de especialistas. O sucesso do evento foi exponencial. Em um ano, passamos de centenas a milhares de participantes. Os sócios da NL apresentaram diferentes ideias que necessitam, problemas que requerem soluções e candidatos que contribuem com projetos. No final do processo, muitos deles foram contratados.

As experiências na segunda tela em uma transmissão esportiva é onde mais desenvolvimento tecnológico podemos esperar nos próximos anos

Na mesa redonda sobre o desenvolvimento de novas tecnologias no esporte, com investidores como Ping Li, Zachary Leonsis e Cole Van Nice, manifestaram o sucesso dos eSports não só como setor em si, mas também pelas inovações que trazem para dentro de campo, pois são válidas para os esportes tradicionais, especialmente quando tratamos de transmissões.

Leonsis sinalizou que a pandemia apresentou caminhos a serem traçados e seu valor nos esportes ao vivo durante uma transmissão. O setor que mais se desenvolveu foi, a seu critério, o da experiência com a segunda tela, algo que já existia no eSports, onde existem telas para o jogo, chat, pagamentos on-line etc. A experiência dos espectadores com diferentes telas é mais comum que imaginávamos nas novas gerações, mas muitas delas necessitam para atender às suas necessidades.

Van Nice está de acordo que durante as próximas décadas ainda necessitamos de inúmeras adaptações específicas que permitirão investimentos em produtos que somente agora estão começando a serem desenvolvidos. Mesmo antes de aparecerem, advertimos que precisamos aprofundar essas informações. Ele mesmo, para conseguir informações especializadas e importantes, utilizou sua rede de parceiros da Sport Matters, um hub que reúne marcas de roupas, redes de televisões, clubes etc. com diferentes atores do setor esportivo no qual trocaram informações sobre esses assuntos. Assim podemos ter uma visão de 360º sobre a evolução do esporte em todos os aspectos e isso requer que diferentes empresas tenham mais expressividade no setor. Seu objetivo é identificar oportunidades de inovação e oferecer assistências. Conquistar novas startups que tragam soluções para essas necessidades e as dos parceiros como benefício mútuo.

As novas gerações podem nos ajudar a trabalhar com isso. Estudar seus hábitos, saber como se divertem e se comunicam. Por isso, agora estamos centralizados nos investimentos de eSports, e temos como referência a máxima de Steve Jobs ao afirmar que a tecnologia nunca tem valor em si, mas em relação a arte ou a humanidade. Somente assim conseguiremos emocioná-los.

Já Ping Li revelou que no Vale de Silício é impossível fazer investimentos à distância. Caso tenham interesse em iniciativas que estão sendo desenvolvidas na Índia é possível que existam pessoas capazes de pesquisar tudo o que necessitam e estabelecer relações com essa equipe. Ter bases locais é a única forma de distinguir quem trabalha com uma ideia viável e quem está vendendo uma história.

Assim uma vez habilitado o negócio, sua empresa ajudará a conquistar clientes, desenvolver marketing e tomar decisões estratégicas. Pessoalmente, considero que a programação de dados é um setor que mais se desenvolverá assim como os softwares para trabalho a distância, pois a pandemia impulsionou e colocou a todos em home office.

 

 

 

BIHUB Team

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