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8 May, 2020

QUAIS SÃO OS ESPORTES PODEM SER PRATICADOS SEM A PRESENÇA DE ESPECTADORES?

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Em toda a Europa, as proibições para encontros em massa e eventos públicos foram estendidas até julho e/ou agosto. Até mesmo aqueles países que estão começando a saírem de isolamentos rigorosos seguem exigindo a suspensão das atividades esportivas. Nenhum esporte escapou do isolamento, seja atletismo, beisebol, ciclismo, futebol, Fórmula 1, rugby, esqui e tênis, todos foram afetados. Até mesmo os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 foram adiados para 2021.

Todos os esportes, campeonatos e equipes estão avaliando as implicações de reiniciarem com eventos ao vivo. Os torcedores estão desesperados para verem os campeonatos começarem novamente, mesmo sendo apelidados de “jogos-fantasma”, disputados em estádios vazios sem a presença do público. Eventos fantasma não são tão fáceis de programarem por diversos motivos. São necessárias inúmeras pessoas para se realizar um evento sem a presença do público, podendo ainda serem considerados encontros em massa pela maioria dos governos.

A quarentena em consequência da COVID-19 atingirá todos os principais campeonatos e torneios esportivos de diferentes formas.

 

Futebol

Os clubes de futebol contam com o benefício de estarem localizados perto da sua comunidade. Atletas e corpo técnico normalmente moram próximos do clube e não necessitam realizar viagens internacionais. Os atletas são funcionários contratados de seus clubes, pois não jogam por conta própria, assim, é mais fácil para os clubes decidirem quais eventos jogar ou cancelar. A UEFA adiou a Euro2020 por 12 meses e ainda verifica a possibilidade de adiar a Champions League e a Liga Europeia desta temporada. O movimento estabelece uma nítida prioridade para os clubes em completar os campeonatos locais.

Jogos-fantasma serão possíveis assim que os times e o corpo técnico tiverem sido testados e provarem que estão livres do vírus. Existe uma grande pressão para se jogar ao menos os campeonatos esportivos restantes, completando assim, as ligas locais da temporada. Os acordos nacionais de direitos televisivos representam uma expressiva porcentagem das receitas da maioria dos clubes europeus, em torno de 37% em média. Os acordos podem colapsar devido às violações de contrato, caso os jogos contratados não forem realizados.

Os canais de esportes por assinatura também precisam retomar suas transmissões. Os assinantes poderão cancelar suas assinaturas se não tiverem nada para assistir. Em alguns países, os assinantes ainda poderão pedir uma indenização o que poderia agravar ainda mais as receitas das empresas.

 

Experiência dos torcedores

Talvez ainda haja oportunidades de se melhorar alguns aspectos da experiência dos torcedores. Os aplicativos para smartphones, com estádios virtuais, desenvolvidos especificamente para assistir a eventos esportivos de maneira virtual. Com a cobertura televisiva dos jogos, estamos habituados a sentir a vibração e a reação dos torcedores. Ao retransmitir uma partida em um estádio vazio, perde-se muito daquele clima de jogo, porém, já existem tecnologias que podem substituir o público. Empresas de tecnologia esportiva podem inserir outdoor virtuais e outras apresentações gráficas durante a transmissão de um jogo ao vivo. A mesma tecnologia pode ser usada para representar a presença de torcedores, inclusive com efeitos sonoros e até mesmo entoando o hino do clube!

A tecnologia de outdoor virtual já é usada para inserir anúncios locais, substituindo os outdoors físicos dentro de um estádio. Uma tecnologia semelhante poderia ser usada para inserir publicidade personalizada específica para cada usuário, da mesma forma que toda a publicidade na internet se comporta. Isso poderia ser uma fonte valiosa de receitas com este novo tipo de publicidade.

No futebol, os jogos-fantasma serão uma alternativa a mais, o que é bem melhor do que não se fazer nada e muito breve estaremos ansiosos pela temporada de 2021. Outros esportes ainda permanecerão em isolamento.

 

Tênis

Além dos melhores jogadores, que contam com excelentes contratos de patrocínio, a maioria dos atletas profissionais gera sua renda com prêmios em dinheiro nos torneios geram. O prêmio em dinheiro nos eventos do Grand Slam é de cerca de 12 a 15% da receita gerada com a venda de ingressos direitos de transmissão, merchandising e licenças para a venda de alimentos durante o evento.

Os torneios-fantasma de tênis não geram receitas que paguem os valores dos prêmios em dinheiro nos níveis necessários para atrair o interesse dos atletas profissionais. Grande parte da receita vem dos quatro principais eventos dos torneios do Grand Slam. Não se pode obrigar os atletas profissionais a participarem de eventos cujos valores dos prêmios sejam muito inferiores. Os atletas é quem tomarão suas próprias decisões.

O Austrália Open aconteceu antes da quarentena devido à COVID-19. O Roland Garros foi adiado para o próximo outono. Wimbledon 2020 foi cancelado e será retomado somente em 2021. A decisão de cancelar pode ter sido motivada pelo fato de que o Wimbledon Lawn Tennis club foi quase totalmente segurado para cancelamento. O US Open continua mantendo sua agenda do dia 24 de agosto ao dia 13 de setembro, mas ainda não se sabe ao certo a quantidade de atletas que participarão. O Flushing Meadows, situado no bairro do Queens, em Nova York, que foi severamente atingido pela COVID-19. A USTA certamente está avaliando as melhores condições de se realizar um torneio com grandes riscos de perda financeira, enfraquecimento da franquia e o cancelamento de eventos.

 

Fórmula 1

Mesmo que para realizar uma corrida sem que existam espectadores, seria necessária a presença de muitas pessoas que voem de diferentes lugares e pelo menos duas mil pessoas na pista. Isso provavelmente não será possível até que o “distanciamento social” não seja mais necessário e as viagens internacionais não sejam mais restritas.

As equipes da F1 ganham cerca de um terço de sua receita com patrocínios, um terço dos pilotos pagando para pilotar, corporações realizando suas campanhas de marketing e um terço dos prêmios em dinheiro. Nenhuma dessas receitas será garantida, caso as corridas não acontecerem e ainda existe uma grande pressão para com o grupo F1 no sentido de realizarem a maior quantidade de GP possível, evitando assim a quebra de contratos de direitos televisivos.

Ross Brawn afirmou que medidas radicais podem ser tomadas no início deste mês.

“Estamos avaliando a logística para que seja realizada uma corrida a portas fechadas, como levaríamos as pessoas para o local, como as protegeríamos, como faríamos tudo isso de uma forma segura e quem nós permitiríamos dentro das instalações”, afirmou. “Todas essas mudanças estão sendo discutidas”.

Até o momento, as equipes concordaram em estender a temporada de 2020 para o início de 2021. Para diminuir a necessidade de viagens aéreas, é provável que uma série reduzida de eventos no Reino Unido ou na Europa aconteça durante a curta temporada de 2020. Podemos até ver o tão chamado “pódio triplo” com corridas em três finais de semana consecutivos. Sendo isso possível para os pilotos em um esporte tão exigente em termos de condições físicas.

 

Sem correções rápidas

Todos os esportes estão sofrendo uma pressão extrema para cumprir com o maior número possível de eventos que já tinham sido planejados. Para a maioria dos esportes, jogar sem a presença do público não ajudará as pressões econômicas neste momento. Eles contam muito com as receitas dos ingressos dos torcedores que assistem aos eventos em si.

O futebol ainda tem muitas vantagens sobre os demais esportes. Em breve, os clubes poderão disputar alguns jogos-fantasma para atender aos compromissos contratuais, mesmo que a experiência seja bem diferente para seus torcedores. A tecnologia oferece algumas oportunidades para os torcedores, ao substituir o clima dos grandes jogos, usando seus smartphones em suas casas.

Os clubes mais bem-sucedidos podem até descobrir novos torcedores pelo mundo o que antes eram meramente locais.

 

Tania Vie

 

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