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March 14, 2022

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Por que as criptomoedas gostam tanto de esportes?

By Martín Sacristán.

Um dos eventos esportivos com mais público, 100 milhões de espectadores, foi renomeado este ano como « Cryptobowl ». E é que as empresas de comércio de criptomoedas têm sido protagonistas absolutas dos espaços publicitários do Superbowl, o grande evento anual do futebol americano.

 

Seu caso mais marcante, um anúncio da Coinbase, que simplesmente fez saltar um código QR pela tela por trinta segundos, levando diretamente ao registro em sua página e a um presente associado de US $15 em criptomoedas. Com tanto sucesso que seu site entrou em colapso, como em um ataque DoS, denegação de serviço, típico de um ataque de hackers. Embora aqui o problema fosse que muitos espectadores estavam tentando se conectar ao mesmo tempo.

 

Criptomoedas invadem o mundo dos esportes

O que o “Criptobowl” mostrou é que as criptomoedas hoje são comercializadas para todos os tipos de público, e não, como antes, para especialistas em informática e investidores. Mas se essa mudança ocorreu na sociedade, foi, sobretudo, pelos fãs do esporte. A razão é que eles foram os primeiros a se interessar massivamente por ativos digitais baseados em sistemas criptográficos, os NFTs. 

 

Não só isso. Uma pesquisa recente mostrou que os fãs de esportes estão muito mais familiarizados com criptomoedas do que o público em geral. Isso explica o interesse no patrocínio dessas empresas ao esporte, já materializado em grandes acordos, como o contrato de naming rights por 135 milhões de dólares para chamar FTX Arena o estádio do Miami Heat, NBA. A mesma liga concordou em dar à empresa Coinbase mais peso publicitário em suas partidas e aceitou que se tornasse patrocinadora de sua liga feminina, a WNBA.

 

O ganhador do Prêmio Nobel de economia Paul Krugman apontou indiretamente para esse fato em um de seus artigos recentes, explicando que os maiores detentores de ativos digitais nos EUA, criptomoedas e NFTs, são sobretudo a minoria negra. O perfil coincide com boa parte dos fãs da liga de basquete, e explica por que a NBA foi a primeira a lançar suas figurinhas como NFTs colecionáveis, com valor que varia de dez dólares a duzentos e cinquenta mil. E com enorme sucesso.

 

Resulta interessante o contraste com a outra grande liga esportiva americana, a NFL, cujos torcedores são em sua maioria brancos com perfil universitário. Suas decisões com criptomoedas têm sido muito mais conservadoras, proibindo suas equipes de qualquer acordo de patrocínio com empresas de marketing, bem como de vender seus ingressos ou merchandising nessas moedas. Não é tanto uma proibição definitiva, mas sim uma estrutura de ação enquanto a própria liga prepara uma estratégia comum para lidar com esse tipo de relacionamento comercial. Aliás, e seguindo o caminho da NBA, também já comercializou as suas figurinhas NFT e converteu os seus bilhetes digitais em tokens para servirem de souvenir.

 

As criptomoedas e os NFTs chegam à Europa

Essa onda de interesse não se limita aos EUA, mas já está se deslocando para o território europeu, o outro grande mercado esportivo do mundo. A Premier League acaba de licitar, por 434 milhões de euros, a licença dos seus NFTs para os próximos quatro anos. Agora, quando se trata de patrocínios e acordos comerciais, o esporte europeu ainda é muito mais cauteloso do que o esporte americano. Com uma estratégia semelhante à da NFL, eles atrasam qualquer acordo enquanto preparam suas estratégias de adoção.

 

Esse atraso tem a ver com dúvidas sobre criptomoedas, o anúncio de que podem ser uma bolha ou que são usadas para lavar dinheiro sujo de crimes, o que pode causar danos à reputação de times e ligas. Além disso, a UE anunciou que está adiando a regulamentação de criptoativos até 2024, o que os mantém como um produto financeiro mais volátil e menos seguro em comparação aos que sim estão regulamentados. Há também a preocupação de que o aumento dos preços da energia, exacerbado pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia, reduza o valor dessas divisas.

 

Mas enquanto o futuro ainda estiver por decidir, está claro que os fãs de todo o mundo adotaram os ativos digitais como parte de seu relacionamento com seu esporte favorito. Por essa mesma razão, e por causa do tamanho do público para eventos esportivos, as criptomoedas começaram a amar os esportes. Os torcedores têm um perfil de usuários avançados de tecnologias digitais, e equipes e ligas têm sido pioneiras na adoção de tecnologias digitais e aplicativos para interagir com eles, dentro e fora dos estádios. Esse processo de mão dupla explica a enorme conexão que as criptomoedas e os NFTs passaram a ter com o mundo dos esportes. Uma relação que parece ir mais longe, pelo menos no futuro imediato.

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