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June 14, 2021

Tecnologia & Inovação

Os torcedores digitais desejam comprar entradas

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Quando o público adotou, de forma universal, os smartphones e 4G entre os anos de 2010 e 2015 o esporte foi o primeiro a ser usado como forma de aumentar sua base de torcedores e fãs. Hoje em dia a grande maioria dos analistas coincidem que a aceleração digital provocada pela pandemia consolidou definitivamente esta tendência. Os torcedores que usam ferramentas digitais para estarem conectados aos campeonatos após o fechamento dos estádios/arenas como recurso único para assistirem os jogos. Para manter um relacionamento de 24 horas os 7 dias da semana nos dá diversas opções de escolha do que consumiremos quando e de que forma isso acontecerá. Quebrando com as tradicionais ofertas limitadas de dias com jogos e transmissões passadas. 

A geração Z se beneficia com tudo isso, pois para ela é um consumo natural sem grandes novidades. Se era difícil antes de 2020 encontrar estes torcedores mais jovens que fossem torcedores frequentes por mais tempo. Eles preferem ver os melhores lances, os melhores momentos do jogo, o canal de Internet que mais se identificam e, às vezes, podem querer ir a um estádio/arena para participarem ativamente de um jogo. Muitos dos nossos torcedores que não estavam tão acostumados com essa nova necessidade tecnológica e tiveram que se adaptar ao novo modelo e escolher o que melhor atende às suas necessidades. 

As mais frequentes até agora são os vídeos de cinco minutos que em nas redes sociais da NBA. O objetivo deles justamente é atender as necessidades de vídeos com os melhores lances, pois isso facilita e aproxima muito o desenvolvimento de figurinhas digitais, NBA Top Shorts. São ativos digitais encriptados, NFT nos que aparecem imagens de vídeo dos melhores lances que as estrelas do time fazem. A venta exclusiva no canal oficial está contribuindo muito com as receitas expressivas. Este consumo de melhores lances também gerou novas receitas, que permitem que os torcedores assistam somente a última parte do jogo e não tenham que assistir todo ele. Aceita de maneira unanime, foi adaptada para esta nova forma de consumo, na que se permite mais ofertas a preços melhores e também se alcançam picos de audiência durante os últimos instantes do jogo. 

A nova forma de comprar produtos e serviços diretamente da marca, não tendo intermediários no negócio realmente está muito ligado aos mais jovens. Denominada de relacionamento D2C, inclusive o design pessoal da própria oferta e um relacionamento direto e mais próximo da marca com seus clientes. No caso dos esportes gera mais compromisso com seus fãs e torcedores. Talvez por isso que 70% das manchetes com notícias esportivas nos USA (ligas, equipes, plataformas e canais de televisão) já oferecem assinatura no modelo D2C. 

Um modelo diferente de assinatura clássica, pois oferece mais liberdade de escolha para os clientes. Existem fórmulas para criar uma mescla de diferentes esportes, campeonatos e pacotes mensais ou até mesmo anuais. Podem ser alterados a qualquer momento, caso o cliente desejar. E cada vez mais surgem pacotes parciais para uma partida, como o dos últimos momentos que a NBA oferece aos seus clientes. 

Com um dos patrocinadores mais conhecidos e expressivos do mercado, a Nike, também entrou no mercado de estratégias D2C. Durante o lockdown mais expressivo no mundo atual, houve uma grande demanda de produtos esportivos da marca. Esse aumento foi de 106%. Sucesso total em primeiro lugar de buscas e compras, até mesmo se comparada com marcas líderes. É um relacionamento totalmente on-line ou e-commerce. Hoje os direitos da marca garantem que seus consumidores já não tenham mais que ir até suas lojas para comprarem o que desejam. Eles o fazem visitando o site da marca. A Nike fez com que o processo de compra fosse somente uma parte do relacionamento com seu público, porque ainda está disponível serviços como os do App Run. No App o usuário recebe dicas gravadas por técnicos profissionais, faz planos de treinamentos personalizados e estabelecem metas em função dos objetivos pessoais. Desta forma eles oferecem um canal que todos os praticantes e fãs de corrida e da marca podem se reunirem em um ambiente virtual e compartilhar experiências. 

Não há motivos para ser diferente para torcedores de outros esportes. Especialmente se você estiver a milhares de quilômetros da arena e até mesmo em outro país. Só quer mesmo é aproveitar o campeonato no seu canal on-line. Muitas alterações existem em função da pandemia do coronavírus. A maioria dos especialistas esportivos coincidem que: o melhor mesmo são as entradas digitais. Esse é o melhor caminho para assistir on-line, mas com serviços que transportem à atmosfera mágica como se estivesse sentado na melhor posição da arquibancada. 

Um claro exemplo de como isso acontece é a Virtual NFL Draft que foi organizada em 2020 pela liga de futebol. Posicionaram cerca de 660 câmeras nas casas dos recrutadores, técnicos, diretores técnicos, torcedores e técnicos universitários, com diferentes controles que davam possibilidades de intervir. Atraíram quase 55 milhões de espectadores durante os três dias de encontros, que não se sentiram excluídos do jogo, seja pelo próprio grupo ou pelo fechamento de um estádio. 

O que foi uma clara substituição, pode ser compreendido como uma grande oportunidade de negócios. Este ano a NFL repetiu novamente, mas de uma forma mais modesta, pois utilizou somente 45 câmeras nas casas dos diretores técnicos e atletas que participariam os jogos e alguns já aposentados. Há um planejamento para uma Fan zone com telas gigantes no túnel de acesso ao campo, com o objetivo de que os usuários possam interagir com os atletas. 

Tão logo isso aconteça, muitos torcedores que iam aos estádios e os que somente assistiam pela televisão passaram obrigatoriamente a ser fãs digitais, ao usarem canais especializados com ofertas que atendem suas necessidades neste novo modelo. O modelo está em processo de definição e os smart stadiums aliados à tecnologia 5G podem dar um salto nesta nova etapa. Mas por enquanto a tecnologia é só um recurso e não um meio. As equipes e as ligas tendem a inovar e responder o quanto antes. Porque o retorno aos estádios em algum momento chegará, mas não será mais como antes.

 

Martín Sacristán

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