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August 10, 2021

Marketing, Comunicação e Gestão

O que realmente significa transformar um estádio em Smart

Existem dois jeitos de compreender os Estádios Inteligentes ou Smart Stadiums. Aficionados, patrocinadores e entidades os imaginam como uma implementação de tecnologia sem limites que transformam a experiência no local em algo extraordinário. No entanto, no âmbito profissional utilizamos a ideia como um “conceito global” que parece apagar qualquer semelhança com os estádios que conhecemos até hoje.  

Em vista disso, é preciso aclararmos os usos reais, as possibilidades existentes no mercado, e o potencial do horizonte atual para identificar o verdadeiro impacto de cada atuação num estádio, tendente a fazê-lo “smart”, vai ter na vivência de todos os nossos clientes: fãs, sponsors, empresas, sócios corporativos…e, do mesmo jeito, como aquilo vai se refletir na conta de resultados do clube, para evitar cair numa bolha da tecnologia pela tecnologia…em lugar de incorporá-la pelo que realmente gera. 

Não tem lugar para o ceticismo na hora de implementar tecnologia nas arenas. Ela deve fazer parte fundamental do desenho do nosso modelo de negócios, mas de um jeito racional e otimizado, sempre com o objetivo de rentabilizar.

No curto e médio prazo vai ser obrigatório o posicionamento tecnológico para todos os estádios. De fato, vai deixar de significar um posicionamento pois não vai marcar uma diferença para o local, se não simplesmente irá cumprir com os requisitos básicos exigidos pelo mercado. A tecnologia smart é estratégica, para não ficar por trás da competência, que já não se refere só aos demais estádios, mas também a quaisquer áreas do mercado do ócio e lazer.

Fan Experience e tecnologia

O estádio inteligente é aquele que oferece a melhor experiência para os seus clientes. O que quer dizer aquilo? A maior tecnologia melhor a vivência do fã e o resto dos usuários? A resposta é negativa. A tecnologia por si mesma não é o core da experiência, pelo menos atualmente, mas é uma parte complementar, desenvolvida para o fã desfrutar dela na sua visita ao nosso estádio, o que vai lhe incentivar a repetir e passar o maior tempo possível no sítio. Logo, a tecnologia não é propriamente a experiência, e sim um elemento que ajuda a melhorá-la. 

Para exemplificar, pouco ajuda o app da arena fornecer informação dos pontos de venda de food & beverage, se eles forem mal projetados ou distribuídos, ou se o produto deles não fosse o adequado no preço, qualidade e gostos segundo o perfil dos nossos fãs.   

A experiência é a proposta e o serviço de restauração, e não a tecnologia através da qual se acessa nela. Ela colaborará na melhoria da experiência gastronômica, por exemplo, porque poderá promover o consumo oferecendo promoções ad-hoc em tempo real com pop ups ligados ao decorrer do encontro. Também possibilitará ordenar o pedido com antecipação ao intervalo, reduzindo os tempos de espera, e inclusive permitirá operações de pagamento cash-free. Mesmo assim, o fã não será atraído se a experiência/produto, seja gastronômica ou de outro tipo, for mal concebida ou for insuficiente. 

Conectividade 5G

Até agora a conectividade tem sido um dos pontos fracos no desenvolvimento tecnológico dos smart stadiums. Com a incorporação do 5G as possibilidades de impacto na interatividade dos fãs se incrementam exponencialmente, dando resposta a uma demanda que já é possível na rotina diária. Fazer download de conteúdo, compartilhar vídeos nas redes sociais, se conectar ao vivo com amigos desde o lugar, ou acessar a conteúdo AR ou VR, será possível com a velocidade da nova rede móvel. Além disso, vai acrescentar exponencialmente a conexão simultânea do número de móveis, o que possibilitará dar o mesmo serviço disponível em qualquer lugar…só que apreciando a experiência ao vivo com milhares de torcedores em tempo real. 

E se os torcedores em geral já não imaginam ir a um jogo ou evento sem contar com conexão plena ou interagir nas redes sociais compartilhando conteúdo, para os Centennials isso está no DNA. Hoje trata-se dos clientes do futuro, mas em pouco tempo será o core do negócio; o que vai fazer com que o sucesso dos estádios e arenas dependa da sua adaptação às demandas, e da personalização da fan experience, compreendendo que a experiência é tanto física como digital, e que não é possível projetar uma sem a outra. A alta conectividade será, então, fundamental.  

Áreas de implementação da tecnologia e o impacto dela

Como já falamos no começo deste primeiro capítulo sobre Smart Stadiums, é preciso procurar o jeito racional e otimizado da tecnologia, que possa adicionar valor lucrativo ao clube. No segundo artigo, vamos revisar o impacto dela, e quais são as áreas em que a sua implementação é significativa: é o caso da área operativa, a comercial, de IA e big data, a audiovisual, assim como a aposta pelas VR & AR e os hologramas.

 

Javier Doña

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