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April 23, 2021

Mercados e modelos diferentes

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Há dois fatores primordiais que influenciam os clubes no momento de escolher entre os quatro modelos de negócios mais vigentes no mercado, no intuito de administrar uma arena e são eles: Esportes ao vivo, Corporativo/Business, Eventos/Espetáculos e Comercial/Lazer, todos citados em um artigo anterior. O primeiro fator é a identidade, que engloba o perfil do clube, seus torcedores, clientes potenciais, as características sobre a arena, localização e o ambiente competitivo. O segundo fator, indiretamente, motivados pelos desenvolvimentos, hábitos e práticas como região ou país, é a liga da que pertencem. Aqui destacaremos alguns exemplos.

Premier League inglesa

Caracterizada por arenas com projetos muito fechados, intimistas, tradicionais e geralmente metropolitanos. Em virtude da perpetuidade, as cidades foram crescendo ao seu redor a ponto de absorverem. Um bom exemplo são as arenas Old Trafford, Anfield e Stamford Bridge. Ambos os fatores facilitam a implementação do esporte ao vivo acrescentada do modelo corporativo/empresarial, com maior ênfase em lojas oficiais, museus e serviços de tour nos dias que as arenas não tiverem jogos. Apesar de serem antigas, há um nível considerável de investimento na modernização de suas instalações. Com a recente inauguração da Tottenham Hotspur Stadium, houve um passo significativo internacionalmente, ao parecerem similares aos dos modelos de investimento norte-americanos.

Bundesliga alemã

Uma de suas principais características é a localização distante dos centros urbanos, mas com alta aceitação de torcedores, devido ao seu nível da infraestrutura quando nos referimos a transporte, alguns contam com estações de trem na própria arena. No Mundial de 2006 notamos a transformação do modelo que encontramos no Mundial de 1974, com a eliminação da pista de atletismo em 90% das arenas, aproximando as arquibancadas ao gramado e proporcionando uma grande atmosfera em nos dias de campeonato (Veltins Arena e Allianz Arena). Eles utilizam o modelo de esporte ao vivo, proporcionando não apenas uma grande atmosfera, mas também uma grande experiência de adeptos aos confortos e ampla diversidade de lugares para comer e beber dentro das arenas.

MLS, Mayor League Soccer USA

Um dos modelos mais interessantes que também está em pleno desenvolvimento. A partir de como será o andamento, alcançaremos um caminho que certamente definirá algumas das tendências do futuro. A MLS combinou modelos de arenas europeias e americanas, duas propostas bem-sucedidas separadamente, ao criar uma grande atmosfera durante o jogo e ao promover situações mais comerciais e de desenvolvimento empresarial, tanto nos dias de jogos como nos que não há atividade esportiva. Todos com tetos, com melhores fechamentos e arquibancadas próximas ao campo, espaços para o público em pé ao fundo e diferentes experiências com uma grande oferta de alimentos e bebidas. Também existem espaços premium ou vip, de ampla segmentação e corporativos para uso conjunto. Excelentes exemplos são as arenas Providence Park em Portland, Audi Field em Washington e Allianz Field em Minnesota.

Serie A Itália

Tradicionalmente de propriedade municipal, geralmente compartilhada por duas equipes. Isto significa um impedimento nítido, uma vez que cada clube conta com somente 50% do ano para gerar receitas deste modelo de estádio nos dias sem jogos. Também dificulta a tomada de decisões no que se refere a definição de modelo de negócios por não pertencer somente a um equipo ou empresa, com baixos índices de investimento e provavelmente tornando este mercado europeu com os locais mais desatualizados. Esta tendência está mudando, impulsionada pela necessidade de maior competitividade, (Allianz Stadium) e auxiliada pelo governo italiano, que optou pelo incentivo à modernização. Por esta razão, a Itália é o mercado com o caminho mais longo do mundo, pois parte de uma situação muito desatualizada, entretanto com clubes de expressão internacional. Entre suas tarefas pendentes está a eliminação das pistas de atletismo, ajustes de capacidades, estabilidades dos clubes para que possam tornar seus investimentos rentáveis e estabelecimentos que sejam modelos de negócios modernos.

LaLiga Espanhola

A geração de receita em virtude da centralização dos direitos de transmissão de conteúdo e o controle financeiro estabelecido pela LaLiga, permitiu aos clubes investir mais em seus estádios, sendo que sua maioria são metropolitanos pelo fato de serem muito antigas. Até algumas temporadas atrás, eles eram de baixo padrão, semelhantes ao Calcio italiano mencionado anteriormente. Apesar disso, na maioria dos casos, há um maior investimento em estética e imagem do que na definição de um modelo empresarial, que maximize a receita para torná-lo financeiramente sustentável a longo prazo. Porém há exceções como Wanda Metropolitano, uma arena que apresenta dois perfis bem definidos no modelo (corporativo e eventos), com um ótimo desempenho. Há uma enorme expectativa para ver estes novos projetos se tornarem realidade como Camp Nou e Santiago Bernabéu.

 Ligue 1 francesa

Não há uma tendência homogênea após a renovação de suas arenas na Euro 2016, com resultados variáveis. As opções de implementação de um modelo de negócios adequado às características de utilização após um torneio recebem uma posição de destaque muito positiva, como Groupama Stadium em Lyon, a força motriz por trás de um novo desenvolvimento de negócios neste contexto e com um excelente projeto para os dias que acontecem campeonatos. Pierre Mauory Stade em Lille, com perfil de eventos, tornou-se uma referência o setor. Mas encontramos outros formatos que passam por dificuldades para encontrar o caminho correto e que gerem recursos como Matmut Atlantique em Bordeaux, onde o projeto estético é impactante, porém dificulta sua funcionalidade comercial.

Rússia e Qatar

Há dois mercados em especial onde notamos que o desenvolvimento responde às comemorações da Copa do Mundo em seus países.

No caso da Rússia, um passo atrás em termos de arenas com um modelo de negócios definido que permita uma herança sustentável. Arenas de grande capacidade para 40/50 mil espectadores, em cidades com equipes menores e distante das rotas de grandes eventos. Potenciais elefantes brancos, a menos que haja alguma surpresa.

Já no Qatar, o mesmo contexto, mas com um propósito diferente. Todo o investimento faz parte de um plano diretor do país para mudar seu modelo de negócios, transformando-o em um destino turístico a longo prazo. É difícil alcançar retorno de investimentos em cada uma das arenas, mas o objetivo geral é criar uma herança que impactará a nível global, sendo que as características do país tornam isto viável.

Podemos destacar em ambos os casos, a ênfase especial na obtenção de certificados de sustentabilidade ambiental em cada uma das arenas, o que já deveria ser um requisito para qualquer local do planeta.

 

Javier Doña

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