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10 January, 2020

INOVAÇÃO PARA FIDELIZAR TORCEDORES, CRIAR UMA COMUNIDADE E UNIR A SOCIEDADE

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É preciso ter um equilíbrio entre a incorporação da tecnologia e a paixão dos torcedores, mas não devemos esquecer que principalmente são torcedores de esporte e de tradição. Este conselho foi destaque nas apresentações da segunda jornada do Barça Sports Technology Symposium, focado para a gestão de grupos e afinidade dos usuários, bem como à responsabilidade social dos clubes esportivos.

Lealdade de torcedores

Na primeira exposição Mobile Obsessed, David Bailey apresentou a curva de audiências da Fórmula 1. O monitoramento das informações mostra três picos de audiência; nas quartas-feiras, com os preparativos do Grande Prêmio, depois no sábado, quando nas provas de qualificação e, finalmente, no domingo, durante a corrida. Um dos aspectos mais relevantes dessa análise é que o gaming seguia a mesma evolução e marcava a mesma audiência. Quanto aos dispositivos, Bailey enfatizou a diversidade de mídias para acompanhar a Fórmula 1, mas destacou que elas têm mais permanência e sessões mais prolongadas do que aquelas que as assistem pelo computador e laptops do que aquelas que usam tablets ou smartphones.

Na Inglaterra, há 14 milhões de pessoas interessadas em esportes, revelou Nichola Spencer, da Rugby Football League, que criou um aplicativo, o Our League, para responder ao interesse e fidelizar torcedores desse esporte. O desenvolvimento da ferramenta teve uma grande dependência de dados dos usuários para personalizar conteúdos, embora seu ponto forte tenha sido o desenvolvimento de espaços para que eles possam opinar, que é o que eles mais desejam. Também é curioso que tenha sido assinado um acordo com a Twitch, uma plataforma de streaming que transmite jogos de videogames, mas originalmente foi criada para retransmitir jogos. Uma estratégia para levar o rugby ao público mais jovem.

A UEFA não pode vender ingressos só da final de seus campeonatos, não retransmite jogos e as informações esportivas são trabalhadas pela mídia. Penelope Tomasi, CRM Manager da UEFA, contou como, com tão pouca margem de investimentos, a organização encontrou seu espaço através da tecnologia. O valor de marca que eles têm é o dos dados oficiais. Os torcedores consultam seus serviços digitais, porque as informações são consideradas como verdadeiras, embora a UEFA ainda tenha que competir com o Google, que mantém o controle das buscas e as coloca em primeiro lugar no buscador, e a Wikipédia, que coleta dados estatísticos. Entretanto, o App UEFA TV alcançou 200 milhões de visualizações com imagens de arquivo feitas pelos seus torneios. Por outro lado, quando são vendidos ingressos, a organização também fornece experiências. Com seu aplicativo, o torcedor organiza a viagem em partes e conta com um guia para visitar a cidade que for sede do jogo.

Ao perguntar para cada usuário sobre a legislação da privacidade de dados pessoais e os planos de personalização destes apps, Bailey admitiu que foi necessário mudar de estratégia várias vezes e, pelo contrário, Tomasi agradeceu que exista mais segurança jurídica. Spencer, por outro lado, lamentou que as opções para a aceitação das condições acabam sendo traduzidas em uma seleção de registros e, portanto, de novos usuários.

Novas experiências esportivas

No debate The game: What´s next? Steve Palmer, Head of data solutions da Premier League, explicou como a tecnologia ajudou a melhorar a arbitragem, por exemplo, para evitar um gol fantasma, e como melhoraram as estatísticas das retransmissões e efeitos integrados, como as probabilidades de fazer um gol de tiro livre ou a porcentagem de eficácia de um passe em uma jogada. Ele também mostrou como a realidade virtual pode reproduzir jogos em tempo real, para que o espectador analise o jogo desde qualquer ângulo em casa. Para atrair o público mais jovem e abrir novos mercados, esses jogos de RV podem ser personalizados, para que se possa ver os outros ângulos dos atletas. Ele deu como exemplo um jogo em que os atletas eram caracterizados como bonecos de Lego. No entanto, Palmer alertou que a tecnologia não pode estar acima da paixão pelo esporte, pois, afinal, reúne muitos torcedores. Nunca deve se perder de vista a necessidade de equilíbrio entre inovação e hobby.

Daniel Pelchen, Performance Data Analyst do Collinwood FC, apresentou as peculiaridades do futebol australiano. Um esporte que conta com elementos do futebol, rugby e basquete. Atualmente, explicou, o futebol australiano integra perfeitamente a análise de dados como parte do jogo. Os analistas estão sentados ao lado do técnico em uma tribuna e trabalham juntos para liderar os times.

Na Itália, o Lazio sempre se destacou com o seu futebol tático. Lorenzo Dallari, da Série A, explicou que essa é a maior atração da Liga no mundo, e que se trabalha para aperfeiçoar-se. Isso é seu ativo mais importante. Portanto, eles desenvolveram uma ferramenta, o Virtual Coach, apresentada pela primeira vez em Barcelona. É um app que será colocado nos bancos do corpo técnico durante uma competição. Através da Inteligência artificial, essa ferramenta, criada no Politécnico de Milão e pela Math & Sport, permitirá análise avançada e em tempo real durante os jogos.

Responsabilidade social

O Deportivo de la Coruña é um dos clubes mais bem-sucedidos da Espanha. No entanto, durante esta década passou por uma grande crise financeira e isso limitou seu desempenho esportivo. O La Coruña, por outro lado, sofreu graves crises ecológicas com derramamentos de produtos tóxicos na região. Ao criar uma comunidade perto do clube, seguindo o modelo dos times britânicos, José González-Dans apresentou um projeto que estimulava o espírito de luta e a cultura nativa, vinculados diretamente à cultura marinha e pesqueira, pois era o principal problema naquele momento: cuidar do meio ambiente. Foi aí que nasceu o projeto Ecoalf, que fomenta a reciclagem, com atividades para reciclagem de plásticos, limpeza das praias, e uma marca de roupa “verde”.

O projeto T´Acompanyem da Fundação do FC Barcelona, no Hospital Vall d´Hebron, habilitou uma área do centro, que é o maior da Catalunha e um das mais importantes da Espanha, para que as crianças que ficam muito tempo ou que vão para consultas médicas todas as semanas, possam ver os jogos de seu time. O Dr. Antonio Ramos Quiroga, chefe de Psiquiatria do hospital, anunciou que, além disso, está em andamento a criação de outra área com armários, imitando os vestiários do time profissional, onde serão colocados os dispositivos de realidade virtual que manterão as crianças em contato com o esporte, algo que eles normalmente perdem por causa da doença ou da recuperação.

Finalmente, Mariona Miret, da Fundação do FC Barcelona, afirmou que os objetivos da instituição são baseados em três pilares: prevenção da violência na sociedade, inclusão social e educação. Nessa linha, destacamos um projeto para combater o bullying através da realidade virtual. A maneira mais eficaz de combater o bullying, comentou, é promover a empatia. Com esses dispositivos, seriam simuladas situações de assédio nas quais todos os jovens têm a possibilidade de experimentar situações de stress e pressão recriada em vídeos, para que eles entendam como as vítimas se sentem.

A equipe Barça Innovation Hub

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