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January 5, 2022

Marketing, Comunicação e Gestão

Estádios pós-pandemia: o que mudanças vamos ver?

By Barça Innovation Hub.

Os especialistas concordam: quando a pandemia finalmente acabar, os torcedores voltarão aos estádios com o mesmo entusiasmo de antes. Ainda com mais, principalmente no início, enquanto dure o sentimento da necessidade de recuperar uma forma de lazer que haviam perdido. A experiência não passará por grandes mudanças, mas desenvolverá as tendências que já estavam sendo implantadas antes do surgimento do coronavírus. É por isso que os estádios não mudarão radicalmente. Eles só irão avançar em sua transformação. 

Digitalização acelerada

As tecnologias cashless e contactless, que facilitam as medidas de prevenção do contágio, já estavam implantadas nos estádios antes da pandemia. E, na situação atual, elas só cresceram, se colocando na vanguarda da sociedade e até mesmo se adiantando. Hoje, o acesso ao local e a compra de ingressos são quase que totalmente digitalizados. Pelo menos em alguns dos grandes clubes, embora seja apenas uma questão de tempo até que todos os estádios, independentemente da sua categoria, tenham esse sistema instalado.

Essa implementação dá muito mais importância ao Big Data, que não tinha recebido ainda tanto valor. Porque agora, ao agir na gestão do estádio, o clube está atuando sobre a base de dados dos torcedores. Mesmo assim, ainda falta a última etapa para aproveitar ao máximo esses dados: aplicá-los na experiência dentro do local.

O avanço tecnológico em estádios ainda está focado apenas no operacional, precisa ser estendido para a experiência do usuário. O app do estádio, presente em 100% dos clubes da Série A, dificilmente apresenta promoções comerciais personalizadas ou pop-ups direcionados. Praticamente não é usado no dia do jogo. Além disso, está longe de ter as funcionalidades dos aplicativos voltados para o compartilhamento de informações, como no caso das redes sociais.

Isso acontece porque a digitalização do fã ainda é baixa, embora a tendência da sociedade e do mercado esteja acrescentando-a. O principal motivo para a baixa implementação continua sendo a conectividade. Não chegamos à época em que todos os estádios tenham instalações para viabilizar essa digitalização. Agora que os clubes também perderam parte significativa de suas receitas com o coronavírus, esse item não está entre as primeiras opções de investimento. 5G vai demorar muito para chegar.

Estamos falando, é claro, do cenário europeu, que ainda tem ficado muito atrás dos Estados Unidos, com arenas como o Hard Rock em Miami ou o Allegiant em Las Vegas, onde a tecnologia 5G está integrada ao máximo de sua capacidade. Este é, sem dúvida, o futuro europeu previsível para todos os locais.

Investimento no futuro 

A receita perdida pelos clubes é estimada em 30%, volume que também afeta estruturalmente o modelo de geração de renda. Isso significa que as perdas são ainda maiores e é de se esperar que a volta à normalidade demore alguns anos. Será então que vai ter investimento em infraestruturas dos estádios nesta situação? Por enquanto sim, na proporção que as distribuições das ligas obrigam a destinar para esses itens. A partir daqui e conforme as condições econômicas melhorem, muito mais.

Acontece que já existe uma consciência implantada em todos os clubes, de que seus estádios não são relevantes apenas a cada quinze dias na hora do jogo, e sim que eles constroem sua marca todos os dias do ano. A ideia de que é preciso estender o tempo que se passa no estádio, mas acima de tudo a qualidade dele, também foi espalhada. Com o acesso escalonado, mais fãs esperam mais tempo no local e é preciso que eles possam fazer algo emocionante. A qualidade dessa oferta e, portanto, a qualidade percebida da experiência dependerá diretamente de quanto é investido em torná-la melhor.

Realidade virtual e realidade aumentada

 

(Panthers)

A apresentação espetacular de abertura dos Carolina Panthers para a nova temporada de 2021 da NFL é apenas uma prévia do boom que eles irão perceber de realidade aumentada e virtual. Algo muito semelhante havia sido feito no estádio UNO Jorge Luis Hirschi, na Argentina, em 2019, e em ambos os casos mudou totalmente a experiência do público. Conforme a infraestrutura de conexão nas instalações avança, essas tecnologias serão cada vez mais implementadas. Fundamentalmente, porque as novas gerações assim o exigem, e se não estiverem nos estádios, ficarão simplesmente vazios.

 

(La Plata)

 Essas duas apresentações também são um exemplo de como um estádio pode se tornar algo espetacular. A presença de animais virtuais na transmissão, e nas redes sociais, projeta uma imagem da marca e do clube melhor do que tudo que já havia sido visto até então.

É verdade que ainda falta uma empresa que aplique essa tecnologia no futebol. Ou talvez já exista uma startup se dedicando a tornar este produto possível. Quando isso acontecer, a experiência nos estádios mudará radicalmente. Possibilitando situações como o fato de que os jogadores apareçam na loja oficial por meio de hologramas para cumprimentar os compradores.

Além disso, um dos grandes desafios dos estádios é a “tecnologia do sofá”: tudo aquilo que o público já tem ou pode ter em casa deve ser feito melhor ao vivo.

Estádios holográficos

Os estádios holográficos seriam o último grande passo. Quando a qualidade dos hologramas atingir o seu máximo, os grandes clubes poderão replicar seus estádios em todas as cidades capazes de gerar grandes massas de torcedores. Um segundo Anfield, San Siro, Bernabéu, Camp Nou ou Amsterdam Arena, para citar os maiores, seria lucrativo com capacidade para 90.000 espectadores em Beijing ou Nova Delhi. A experiência seria idêntica à do estádio original com jogadores físicos, e também a venda de ingressos. Os fãs dessas cidades assistiriam porque sua experiência seria real, mesmo que fosse gerada por hologramas.

Isso já está sendo feito em menor escala com entrevistas, e também já foi visto em apresentações de filmes. Será, claro, um grande projeto com um investimento muito alto. Mas se pensarmos bem, a maior contribuição da tecnologia é que ela não impõe limites ao futuro dos estádios. 

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