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December 2, 2021

Marketing, Comunicação e Gestão

Envolver aos torcedores do esporte através dos NFT e tokens. Será que essas novas tecnologias chegaram para ficar?

By BIHub Team.

Ao longo da história, diferentes estratégias de vendas e marketing surgiram para envolver os fãs e consolidá-los como “super fãs”; faz pouco tempo elas mudaram radicalmente seu formato ao se tornarem digitais, mas não em sua essência. Por exemplo, os programas de fidelidade são um conceito que remonta a 1700! Do mesmo jeito, merchandising atraente, como figurinhas esportivas colecionáveis, existem desde o início do século XX. Porém, devido às mudanças no comportamento do consumidor e principalmente em resposta à pandemia, atualmente a indústria do esporte adotou novas tecnologias como NTFS (Non-fungible Token) e tokens para ficar mais perto dos fãs e monetizar esse compromisso. A recepção desta digitalização e da utilização das novas tecnologias por parte deles tem sido extremamente positiva.

As novas tecnologias tornaram-se tão populares, especialmente ao longo de uma pandemia global na qual os fãs não podiam estar fisicamente perto de seus clubes favoritos ou de outros fãs. Ninguém pode negar que o último ano e meio não tem sido nada fácil. A indústria do esporte sofreu muito, só na Europa o impacto do COVID-19 no setor esportivo resultou em uma queda de aproximadamente 60 bilhões de euros no PIB e na perda de mais de um milhão de funcionários. Além disso, a quantidade de eventos esportivos cancelados em todo o mundo levou os clubes a diversificar suas ofertas principais e repensar o jeito de interagir com sua base de torcedores globais e mantê-los envolvidos. Essa mudança foi necessária e muito adequada a uma nova geração de fãs nativos digitais, naturalmente atraídos por indústrias com níveis mais altos de envolvimento dos fãs, como esportes eletrônicos e jogos.

Com incertezas e limitações enormes, de repente clubes, atletas e organizações do setor esportivo adotaram criptomoedas e tecnologias de blockchain, criando novas estratégias para garantir que os fãs permanecessem conectados a eles, e entre si, em um mundo bem distante socialmente. Curiosamente, essa aceitação de novas tecnologias em uma indústria bastante tradicional ajudou a normalizar criptomoedas e tecnologias de blockchain como ferramentas de conectividade.

Um grande exemplo de nova tecnologia levada para o mundo dos esportes é o uso de NFTs como figurinhas colecionáveis. NFT é a sigla em inglês para token não fungível. No entanto, a diferença com bitcoin e outros tokens é que cada NFT é único e não pode ser replicado. Cada um deles acumula valor de forma independente. Os investidores em criptografia dizem que os NFTs obtêm seu valor por serem escassos. Eles são armazenados em carteiras digitais como itens de coleção. Além da arte e dos esportes, as pessoas também encontraram usos para os NFTs em bens virtuais e jogos. Quando aplicado às figurinhas esportivas digitais, significa que as transforma em uma unidade de dados não trocável. Ao vendê-las ou comprá-las, a sua marca mostra que ela é autêntica e que a propriedade está sendo transferida. Parece que ele chegou para ficar como um produto de fan merchandising. A maioria tem um preço inicial aproximado de US$ 9 nos Estados Unidos, ou seja, acessível e atraente, especialmente para a Geração Z, que também está ansiosa e adaptada ao mundo digital.

Os NFTs também podem ser uma boa oportunidade para os jogadores terem outra fonte de renda, por causa dos seus direitos de imagem. Por exemplo, o campeão do Super Bowl, Rob Gronkowski, tornou-se o primeiro atleta profissional a lançar um conjunto de seus próprios cartões digitais nos quais aparece com sua equipe e seu número, mas sem o logotipo do clube e nem da liga, por não ter os direitos de exploração deles. Fãs e investidores demonstraram um interesse extremamente alto por eles, gerando US$1,8 milhão em vendas.

Além disso, o maior impulso para os tokens aconteceu quando a bitcoin e outras criptomoedas aumentaram significativamente no ano passado, em um momento em que as pessoas passaram mais tempo em casa, devido às restrições do coronavírus. Para ilustrar o sucesso dos tokens esportivos digitais, podemos olhar para Socios.com, o maior aplicativo do mundo movido por blockchain sem troca. Este site demonstrou que, quando a criptomoeda é simplificada em um produto atraente e acessível, ela pode se tornar muito popular, especialmente pelos benefícios que pode trazer para os fãs. Por exemplo, junto com o FC Barcelona, eles lançaram o $BAR, produto que esgotou e alcançou a impressionante marca de $1,3 milhão em menos de 2 horas após os tokens chegarem ao mercado. Ter uma dessas fichas significava ter o direito de votar em diferentes questões durante a temporada e ganhar recompensas relacionadas ao clube, incluindo experiências digitais e da vida real, como a chance de um encontro com jogadores ou ir ao Camp Nou para assistir a um jogo.

O Socios.com fez parceria com outros grandes clubes de futebol, como Juventus, Paris-Saint Germain, Atlético de Madrid e Inter de Milão, apenas para citar alguns. Porém, devido à grande popularidade observada no público, eles também estão se espalhando para outros esportes como a Fórmula 1 ™, times de esportes eletrônicos, UFC e NBA. Eles já deram a milhões de fãs dos esportes a oportunidade de se conectar com suas organizações esportivas favoritas por meio de Fan Tokens, ativos digitais fungíveis cunhados nos blockchains de Chiliz.

Por último, é um delírio pensar nos NFTs e os tokens, ou essas novas tecnologias chegaram para ficar? Não é fácil de saber, especialmente quando parece que o mundo está recuperando a sua liberdade, os fãs voltam ao estádio e experimentam o gostinho de um mundo esportivo pré-pandêmico. Mas o que sabemos é que a indústria do esporte normalizou tecnologias de blockchain, forneceu produtos que envolvem e levam a um maior apoio dos torcedores, monetizou ainda mais a participação deles e conectou um mercado global de um jeito considerado inimaginável ​​décadas atrás. Os exemplos em NFTs e tokens também refletem o fato de que os fãs não querem mais apenas ser admiradores, mas estão optando por se tornar tomadores de decisões e partes interessadas por meio da adoção de novas tecnologias.

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