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28 January, 2020

CRIAÇÃO DE RELATÓRIOS PARA TÉCNICOS – INSTRUÇÕES PARA QUE OS TÉCNICOS TOMEM DECISÕES CORRETAS

Análise e Tecnologia Desportiva

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O trabalho dos técnicos é justamente tomar decisões. Trata-se de escolher os melhores atletas em cada momento, prepará-los adequadamente e propor a melhor tática de jogo para vencer. Os técnicos recebem cada vez mais ajuda com esse trabalho. A ciência vem participando das decisões que são tomadas nos jogos. Ao finalizar os treinamentos ou um jogo, qualquer atleta transfere para os técnicos diversas informações. Se usou algum dispositivo de localização GPS, o preparador físico saberá qual a distância percorrida de cada jogador durante a sessão, qual foi a velocidade, com que frequência foram respeitadas as ações técnico-táticas, acelerações e desacelerações e potência do chute. Se o clube tiver outros sistemas que sejam mais sofisticados para a coleta destas informações também poderá saber o número de passes, lançamentos, distância entre jogadores, mapas de calor de cada atleta, e inclusive, poderá manter uma comunicação com o atleta sobre sua perspectiva subjetiva do esforço ou estado de ânimo. Estas informações podem nos ajudar na hora de tomar decisões. Por isso é tão interessante.

Entretanto, para que estes relatórios sejam realmente úteis para os técnicos e que a figura do cientista do esporte tenha real importância, existem muitas condições que, talvez, devam ser atendidas. Em um recente trabalho1, Martin Buchheit sugere três aspectos para estabelecer a criação destes relatórios para os técnicos:

1- Ter um nível de conhecimento destas informações e saber como analisá-las. Trata-se de saber:

  • Selecionar os indicadores, variáveis e estatísticas mais importantes para que sejam úteis na hora que os técnicos necessitam tomar decisões;
  • A tecnologia não é uma solução per se para os problemas. As perguntas devem ser orientadas desde o campo.
  • A validade, confiabilidade e utilidade dessas informações para responder às perguntas dos técnicos devem ter um valor importante.
  • Além dos valores p, recomendamos analisar o impacto dessas informações. Quando se trabalha com um número relativamente pequeno de observações ou atletas, muitas vezes não se pode controlar as variáveis que, de certa forma influenciam os fatos. É muito difícil interpretar essas informações com foco estatístico tradicional.

2- Os relatórios devem despertar interesse, serem informativos e com excelente conteúdo. Recomenda-se que prestem atenção:

  • Os relatórios devem ser simples, mas com todas as informações necessárias. Para isso é necessário ter poucas variáveis, ressaltar os aspectos mais importantes ou as diferenças significativas para que se possa analisar com praticidade e incluir barras com erros para que seja possível identificar as partes que contenham informações indefinidas. A eficiência deste conteúdo depende mais das habilidades artísticas e de uma mente criativa que de conhecimentos científicos propriamente ditos.
  • O formato da mensagem deve ser dirigido às necessidades, expectativas, preferências e hábitos dos técnicos e dos atletas. Em função de cada contexto, é necessário utilizar mais ou menos informações verbais ou visuais, relatórios impressos ou digitais, interpretações quantitativas ou qualitativas ou então diferentes tipos de figuras e tabelas.
  • As informações nele contidas devem estar relacionadas ao contato diário e baseados em comentários sobre os relatórios anteriores, para que se possa encontrar a estratégia ideal para a apresentação destes relatórios.

3- Ter habilidades de comunicação e atitude pessoal adequada para entregar estas informações de maneira eficiente e clara para os técnicos e atletas.
Uma personalidade marcante, às vezes, é obrigatória para sobreviver neste ambiente, mas ter a mente aberta, ser humilde e ter respeito pelos demais são aspectos fundamentais na hora de decidir por esta profissão.

 

Carlos Lago Peñas

 

Referências:

1 Buchheit, M. (2017). Want to see my report, coach? Aspetar Sports Medicine Journal. 6: 36-43.

 

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