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23 March, 2020

COVID-19: COMO O FC BARCELONA SE ORGANIZA NESTE PERÍODO DE ISOLAMENTO

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A quarentena necessária para achatar a curva de contágio da pandemia alterou totalmente as dinâmicas de treinamentos e campeonatos dos atletas e clubes, que, de um dia para outro, tiveram que modificar sua preparação habitual.

O desafio que os técnicos, preparadores físicos e nutricionistas estão enfrentando é enorme. O objetivo não é exclusivamente evitar a falta de treinamento, mas sim, induzir a uma carga de treinamento semelhante à de um período normal para que, se houver uma reativação dessas competições os atletas podem assumi-las em excelentes condições físicas.

“Apesar de que, enquanto sociedade, não estávamos conscientes da importância e das medidas que iriam ser adotadas, o FC Barcelona tentou antecipar e desenvolver um planejamento específico para cada atleta com o objetivo de simular o trabalho realizado em uma semana comum”, afirma Antonio Gómez, preparador físico da equipe principal do FC Barcelona.

A dinâmica da carga é muito semelhante ao nosso microciclo diário. Projetamos dois modelos de carga; um até a metade e o outro até o final da semana, que simulam nossas semanas com duas competições e um dia de descanso”, afirma Gómez, doutor em Ciências da Atividade Física e do Esporte.

Treinadores e preparadores físicos mantém uma comunicação diária e personalizada com cada atleta, para estimular a que mantenham essa planificação aliando treinamento de força e de resistência adaptando o ambiente pessoal de cada um com os materiais que tiverem à disposição.

“As sessões de resistência devem ser realizadas com bicicleta estática ou esteira. O objetivo é que nossos atletas realizem um trabalho intervalado onde alcancem velocidades e frequências cardíacas que possam simular um campeonato”, explica Andrés Martín, preparador físico do FC Barcelona e doutor em Ciências da Atividade Física e do Esporte. “Como os atletas estão cumprindo quarentena e não podemos analisar os dados de GPS, após cada treinamento, nos enviam a PSE (percepção subjetiva de esforço), a distância e o ritmo de corrida para que possamos analisar a carga de trabalho e realizar as modificações necessárias em seu próprio benefício”.

Uma informação muito importante é o esforço percebido nestas sessões. “Os atletas estão informando valores ligeiramente mais elevados (7-8 em relação à média de sessão com 5,5) o que pode ter relação com o estresse térmico, pois estas sessões são realizadas em espaços fechados e o organismo tem maiores dificuldades para eliminar esse calor com a mesma eficiência que o faz ao ar livre, com a tensão mecânica gerada por exercícios que não estão habituados a realizar, com uma carga emocional pela questão do confinamento e sem a especificidade do estímulo”, afirmaram tanto Martín como Gómez.

Além disso, outro aspecto importante é que, durante este período, o gasto energético dos atletas será supostamente menor, de modo que seu peso também está sendo monitorado com o objetivo de evitar o aumento da porcentagem de gordura.

Essa situação, excepcional e extraordinária, está exigindo medidas que enalteçam a capacidade dos nossos treinadores, preparadores físicos e nutricionistas de encontrar novos caminhos e alternativas que permitam manter a boa condição física e a motivação dos nossos atletas em meio a um contexto tão doloroso e sem precedentes.

 

A equipe Barça Innovation Hub

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