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20 December, 2019

CONFERÊNCIA DE FISIOTERAPIA DO BARÇA SPORTS – DA CIÊNCIA À PRÁTICA

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A primeira edição da “Conferência de Fisioterapia do Barça Sports” foi realizada no dia 8 de outubro, no contexto da “Sports Science Week”. Com um formato inovador, onde foram combinadas teoria e prática, os fisioterapeutas do FC Barcelona e os especialistas com reconhecimento internacional mostraram as últimas pesquisas e tendências para o tratamento e a prevenção de lesões. Além disso, foram desenvolvidas oficinas práticas que permitiram aos participantes visualizar como os renomados pesquisadores e profissionais aplicam os últimos avanços em seus pacientes e atletas.

A apresentação do evento foi feita pelo Dr. Erik Witvrouw, diretor de pesquisa e educação em fisioterapia da Aspetar, que explicou, de maneira prática, o processo pelo qual os atletas podem aprender um movimento. Nesse sentido, ele explicou que os técnicos devem criar protocolos de exercícios com “objetivos claros”, nos quais o atleta “deve procurar, explorar e se adaptar, combinando diferentes padrões de movimento até encontrar uma solução bem-sucedida”.

 

Tendinopatias

Nesta primeira parte da jornada dedicada às lesões de tendão, Igor Sancho, pesquisador e fisioterapeuta, ministrou em uma master class a reabilitação dos atletas com dores no tendão de Aquiles, apresentando resultados preliminares que mostraram como melhoraram em função da redução da dor. Além disso, analisou os erros mais comuns cometidos por médicos e profissionais de saúde, como “tratar a patologia e não a pessoa”, “não educar o paciente no processo de tratamento”, “não aplicar a carga adequada” e, sobretudo, “confiar em soluções rápidas, poções para curar e tratamentos passivos”.

Silvia Ortega, fisioterapeuta dos serviços médicos do FC Barcelona, explicou que, para os atletas do clube, a velocidade e a potência são fatores fundamentais nos processos de reabilitação, e não tanto no uso de cargas pesadas, pois “o que nós queremos são atletas rápidos”. Ela ressaltou a importância de controlar a dor como o principal marcador durante a recuperação e também a necessidade de manter a mente aberta diante de novas abordagens ou técnicas. Com base nisso, ela revelou que estão começando a usar a restrição do fluxo sanguíneo nos protocolos de recuperação e que, “apesar da falta de evidências, notamos que seu uso gera um efeito de alívio no tendão e permite que os atletas realizem movimentos”.

Por outro lado, Jesús María López Alfonso, fisioterapeuta do Athletic Club apresentou sua visão sobre a reabilitação do tendão, mostrando um algoritmo de avaliação que leva em conta tanto a estrutura do tecido como e a função biomecânica.

 

Instabilidade crônica do tornozelo

A segunda parte, dedicada à instabilidade do tornozelo (CAI), começou com uma master class do Dr. Chris Bleakley, pesquisador e fisioterapeuta da Universidade de Ulster, na qual expressou que o CAI é uma lesão “comum, complexa e difícil de prever”, “embora existam alguns preditores”, como, por exemplo, ter sofrido lesões anteriores. Por outro lado, mostrando gráficos em diferentes planos para visualizar a diferença, ele explicou que uma maior variabilidade de movimentos está associada à instabilidade crônica do tornozelo.

Carles Martín, é fisioterapeuta e osteopata do time principal de basquete do FC Barcelona, detalhou que, em uma reabilitação de tornozelos também é necessário incluir estratégias para a prevenção de lesões musculares. Da mesma forma, afirma que “a terapia manual não deve se concentrar apenas nos tornozelos”. Por outro lado, Jim Moxon, fisioterapeuta do Liverpool, explicou como eles usam a ecografia nos estágios iniciais de uma lesão de ligamento lateral ” para orientar as decisões sobre o tratamento e as expectativas do atleta/técnico”. Da mesma forma, ele fez uma revisão das fases-chave e possíveis progressões no estágio inicial da reabilitação.

 

Lesões dos músculos isquiotibiais

O Dr. Rodney Whiteley, fisioterapeuta do Aspetar Sports Medicine Hospital, realizou uma master class sobre reabilitação de lesões na área isquiotibial. Ele explicou que o comprimento dos fascículos da cabeça longa do bíceps femoral e a idade têm impacto direto nos riscos de lesão. Portanto, ter os fascículos curtos e ser mais velho está associado a um aumento do risco. Com base no processo de recuperação, insiste na importância do gerenciamento de carga, da necessidade de fazer “todo o exercício que o paciente puder durante a reabilitação e que exista uma boa comunicação para que se entenda bem todo o processo”. Além disso, também enfatizou que a reabilitação deve começar logo, mas insistindo que “logo” significa o quanto antes possível e não agressivamente”. Por outro lado, em uma visão “mais prática”, ele fez demonstrações ao vivo sobre como medir a força excêntrica, a flexibilidade e como palpar a área isquiotibial.

Em sua apresentação, Marta Saula, fisioterapeuta do FC Barcelona, enfatizou a necessidade de preparar o atleta para o estresse necessário durante a temporada, detalhando vários pontos para conseguir isto. “Controle de carga, variabilidade dos exercícios, atender aos critérios de progressão e fazer uma reabilitação abrangente e individualizada”. Ao mesmo tempo, ela apontou “a importância de treinar o mecanismo de lesão durante o processo de reabilitação”.

Para encerrar esta abordagem sobre os isquiotibiais, Telmo Firmino, fisioterapeuta do Benfica, explicou que, embora não exista consenso nos critérios de return to play, a “fadiga e a capacidade de resistência parecem desempenhar um papel importante em uma nova lesão”, afirmando ainda que “é necessário um plano de prevenção secundário pelo menos até um ano após a lesão”.

 

Dor inguinal

Por último, foram apresentados modelos de prevenção e reabilitação da área inguinal. A master class foi ministrada pelo Dr. Andreas Serner, fisioterapeuta e pesquisador da Aspetar, e explicou que a lesão inguinal normalmente ocorre em um padrão diagonal. Além disso, insiste que “quando planejarmos a seleção e a progressão dos exercícios, deveremos pensar como os possíveis movimentos dolorosos afetarão o atleta”. Ele também aconselhou que, durante a reabilitação, além do controle de carga necessário, é importante avaliar aspectos como a nutrição ou os fatores psicológicos.

Enquanto isso, Xavier Linde, fisioterapeuta do FC Barcelona, explicou que nos últimos 10 anos houve apenas um caso de cirurgia no clube. Nesse sentido, enfatizou a importância de monitorar a carga durante o tratamento e a necessidade do trabalho de CORE.

Por último, Gwenaëlle Pelé, fisioterapeuta do Paris-Saint-Germain, analisou a incidência de dor inguinal em atletas profissionais, expressando que “as lesões no quadril e na virilha representam entre 11 % e 17 % de todas as lesões, o que as torna a segunda lesão mais comum, seguida da lesão de isquiotibiais”. Portanto, insiste na “importância de uma boa avaliação do atleta na pré-temporada para identificar desequilíbrios e possíveis fatores de risco” e em “estabelecer um programa de prevenção individual, caso seja a primeira lesão ou se for uma recaída”.

 

A equipe Barça Innovation Hub

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