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January 11, 2022

Marketing, Comunicação e Gestão

Arquitetura para produzir renda nos novos estádios

By Barça Innovation Hub.

Até o surgimento da internet e o fenômeno da viralização, bastava um estádio icônico gerar uma foto atraente que, geralmente, coincidia com sua fachada externa. Hoje, por outro lado, a nova arquitetura do estádio busca lutar por visibilidade agregando detalhes que, além de cumprir sua função principal, são capazes de impactar nos canais online.

Tetos retráteis

Mover, abrir ou deslocar o teto é uma das aquisições mais caras num estádio. Além da construção da cobertura em si e de suas necessidades de engenharia, o custo de energia para movê-la costuma ser muito alto. É o caso de um dos estádios mais paradigmáticos, o Mercedes Benz de Atlanta. Seu teto se abre como o diafragma de uma lente de câmera. E antes mesmo de começar a sua construção, o desenho em 3D com que o projeto original foi mostrado se tornou viral no YouTube, gerando um grande impacto para a marca. Junto com outras características positivas do estádio, o projeto conseguiu reduzir a sua amortização, planejada em seis anos, para apenas três, graças ao elevado nível de renda gerado por seu grande magnetismo.

Sequência de abertura e fechamento do Mercedes Benz Stadium.

O número de portas

Na maioria dos novos estádios americanos, há poucos portões de acesso. Uma grande diferença em relação aos estádios mais antigos, e radicalmente oposto ao que é habitual nos europeus. A quantidade é menor, mas elas são muito mais espaçosas. Desse jeito é garantido que todo o percurso dos torcedores, do portão aos seus lugares, seja feito pelos anéis internos do estádio, e não pelo lado de fora. Nesse trajeto os torcedores passam por cada uma das concessões, recebendo entre quinze mil e vinte mil visitantes pela frente e aumentando suas vendas. Tudo isso permite que o estádio venda seus espaços por um preço mais elevado. O T-Mobile em Las Vegas e o Barclays Center no Brooklyn são os melhores exemplos desse tipo de acesso.

Nesta foto é possível ver como todas as portas do Barclays Center constituem um único acesso em sua fachada principal, o que o obriga os torcedores a passar pelo interior do estádio para chegar aos seus lugares.

Propiciar as tomadas dos drones

As tomadas aéreas dessas máquinas voadoras são cada vez mais frequentes e as coberturas e peças móveis às vezes são utilizadas para torná-las mais espetaculares. O SoFi de Ingelwood, Califórnia, construiu seu teto translúcido para funcionar como uma tela gigante que projeta imagens em movimento do lado de fora, destinadas a serem vistas do ar. Algo semelhante foi feito pelo Allegiant em Nevada, que por ser um estádio fechado aproveitou suas fachadas de vidro para ventilar e facilitar o fluxo de ar, transformando suas partes superiores em espaços de projeção por meio de lâmpadas LED que, durante uma partida, apenas podem ser visualizadas pelos drones voando ao redor dele.

Vista aérea do Estádio SoFi com uma imagem no seu telhado como exemplo.
Exteriores de luz

A forma externa de um estádio continua sendo uma de suas maiores atrações. Aumenta a sua visibilidade nos canais online e nos dias de jogos, e torna mais fácil obter um bom contrato de naming rights. Atualmente, a aparência dos estádios durante o dia é tão importante quanto durante a noite. As possibilidades que oferecem as luzes LED tornaram tudo mais fácil, sendo o caso mais extremo a Arena Allianz em Munique. A sua fachada é composta por 2.874 painéis que podem ser iluminados de forma independente nas cores branco, vermelho ou azul. Embora tenha sido originalmente projetado para que essas luzes estivessem em movimento, a polícia alemã pediu que não fosse feito para não enganar os motoristas na rodovia próxima, o que poderia causar acidentes. Mas essa limitação não o torna menos atraente e, na verdade, é uma referência de sucesso por ter recuperado o investimento do clube na sua construção nove anos antes do previsto.

O corredor interior

Os detalhes arquitetônicos costumam ser projetados para eventos esportivos ao vivo, mas há outros que foram planejados para aqueles estádios que precisam de uma atividade complementar para serem viáveis. Naqueles estádios do tipo lazer e entretenimento, que alugam parte dos seus espaços para lojas, cinemas e restaurantes, o corredor interior é um bem fundamental que, pela sua localização privilegiada, é único e gera mais receitas.

O estádio José Alvalade, em Lisboa, é um exemplo perfeito, com o centro comercial Alvaláxia integrado em três andares: o térreo para restaurantes, o intermédio para as lojas comerciais e o piso superior para os cinemas. Uma solução semelhante foi empregada na Arena Borisov na Bielo-Rússia, com um espaço público de 3.000 m2 entre a fachada e as arquibancadas, que funciona como uma rua comercial circular. Essa galeria inclui lojas e bares, mas também espaços VIP e salas de imprensa.

Aspecto exterior da Arena Borisov, de cujos orifícios na fachada se avista a galeria interior que funciona como rua comercial.

Uma das lições fundamentais que a visita a um estádio nos deixa, do ponto de vista profissional, é que nenhuma de suas características é acidental. Na verdade, quanto mais projetado ele for, mais sucesso terá como foco de atração de torcedores e um modelo de gestão de sucesso para o clube.

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