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6 January, 2020

APROXIMAR-SE DAS NOVIDADES TECNOLÓGICAS QUE MUDARÃO PARA SEMPRE O MUNDO DOS ESPORTES

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Nos próximos três anos o mundo mudará muito se comparado com os últimos dez anos. Está é uma das conclusões que o Barça Sports Technology Symposioum, debateu no simpósio sobre quais são as novidades tecnológicas que estão sendo aplicadas aos esportes.

A primeira jornada contou com a participação de Trip Hawking, fundador da EA Sports, que nos revelou seu interesse por tecnologia desde que era criança e é apaixonado por beisebol. Desde pequeno tentou transferir as emoções do esporte aos simuladores que, naquela época, só era possível fazer com jogos de mesa. Não teve sucesso, mas encontrou ali sua vocação. Ele destaca que agora, as crianças e seus computadores, estão a poucos passos de criarem games como o Fortnite ou o Pokemon Go.

Ainda que a EA Sports seja especialista em simuladores de alta realidade, reconheceu que os maiores sucessos chegam através de games mais divertidos e imaginativos e não pelos dramáticos. Ao mesmo tempo, o auge dos games está esvaziando as arquibancadas dos estádios. O novo espectador, joga videogames. Os melhores jogadores, adverte, começam a receber salários como os atletas de elite. Seu conselho é que o esporte não deve dar as costas para esta nova realidade e sim deve adaptar-se. Neste sentido, antecipou que Fortnite dentro dos próximos 20 anos será um esporte de verdade, e necessitamos encontrar seus pontos positivos.

Uma janela para o futuro

Na mesa Future world and its impact on sports é onde Aaron Frank, da Universidade Singularity, anunciou que nos próximos três anos as mudanças que vivenciaremos serão mais expressivas que na última década. De acordo com suas explicações, o desenvolvimento tecnológico passa por fases de crescimento expressivo. Na próxima, a impressão 3 D e a realidade virtual terão muito mais poder. Os sites serão fazendas virtuais, os avatares com os quais nos moveremos pelo novo ambiente terão tanta importância como a roupa que usamos. Ele indica que na China, as compras por realidade virtual são mais desenvolvidas que nos Estados Unidos. Enquanto isso, os novos bens de consumo que são vendidos serão personalizados com a nova impressão.

A companhia Flahship Pionnering é um hub de novas empresas inovadoras na área de nutrição e indústria alimentar. John P. Casey explicou, na sua apresentação, que a aposta envolve todo o processo ou rede de alimentação. Desde a plantação e a produção, respeitando o meio ambiente, o design de alimentos que, ao analisar moléculas, reduziremos ao máximo possíveis efeitos colaterais para a saúde. Diminuir sais, açúcares e produzir alimentos tão saborosos como os que existem são os principais desafios da nova indústria.

Tucker Kain, dos Dodgers de Los Angeles, demonstrou como a nova arena do clube, um dos trabalhos mais ingratos da gastronomia é feito por braços automatizados ou por robôs. Além disso, estão trabalhando em novos acessos ao campo para evitar trânsito nas cidades, como vias subterrâneas e transporte coletivo.

Melhoramentos para os atletas

A abertura do debate Enhancing Athlethe´s perfomance foi realizada por Bryan Burnstein, do Circo del Sol. Ele nos comentou sobre os avanços do rastreamento no esporte e explicou ao grupo de ouvintes, onde o rendimento ainda é mais exigente. Há mais buscas, aproximadamente 476 anuais, que treinamentos ao contrário do esporte profissional. Graças a esta tecnologia conseguimos frear o desgaste físico de seus membros, o que aumentou sua trajetória esportiva. Além disso, pode personalizar as instruções dos treinos e também graças às análises de dados, comprovou que uma hora a mais de sono gera melhor qualidade de vida, podendo inclusive, melhorar o rendimento em 90 %.

A fórmula E é uma modalidade de corridas criada pela FIA e é realizada com monopostos elétricos que servem como laboratórios e pesquisas para o desenvolvimento de veículos que funcionam com esta tecnologia. Rui Alves, da Audi Sport Team, nos contou que o segredo da competição está na limitação da energia durante a corrida. Desta maneira devemos estabelecer estratégias para melhorar o rendimento. Para entendermos melhor, serão empregados simuladores de última geração que coletam todas as informações de irregularidades do terreno com batedores que percorrem o percurso a pé.

Bernadet Van Os, da seleção olímpica holandesa recusou todas as tecnologias que formam incorporadas nos últimos jogos em todas as disciplinas, desde BMX até a natação. A principal função melhorada foi a dos treinadores, que graças aos sistemas de rastreamento e vídeos adaptados obtiveram um melhor feedback do rendimento dos seus atletas. A roupa inteligente, que mede os sinais vitais em tempo real, foi empregada na patinagem de velocidade. Por último, Van Os recomendou que os cientistas e empreendedores trabalhem com suas equipes esportivas com o objetivo de conhecer bem o lugar.

Decisões inteligentes

Na reunião Data driven decision making, Víctor Oliver, do Departamento Comercial do FC Barcelona, reconheceu as dificuldades que o clube tem para vender as poucas entradas disponíveis, já que existe uma grande quantidade de sócios e convites, e isso deixa as arenas com poucos lugares disponíveis para a venda ao público em geral. No projeto Smart Booking, existe um serviço de “Seient Lliure (tradução livre de Assentos livres)” no qual os sócios que não irão ao jogo liberam seus lugares. Com a análise de dados, o clube prevê quantos lugares estarão livres para vender estas entradas ao público em geral, o que permite aumentar as vendas em até 15 %.

José Carlos Franco, da Liga, apresentou a nova plataforma da entidade, através da qual retransmitem todos os jogos esportivos. Graças a análise destes dados, desenvolveram uma estratégia de otimização dos perfis dos clientes, na qual oferecem conteúdos favoritos e melhoram as retransmissões que estão vendo, com propostas que sejam de seus interesses.

Mauricio Bonomi, com sua ampla experiência na área e em outras empresas, se queixou que na maior parte das empresas que conheceu a comunicação entre os departamentos evidentemente é um dos maiores problemas. Agora, está sendo implementado no AC Milão um sistema de gestão de dados centralizado na conexão de todas as seções do clube, desde os observadores que trazem novos talentos até os serviços médicos e de marketing que passarão a trabalhar todos com o mesmo banco de dados do Hub.

O estádio total

Eduard Martín, da Mobile World Capital Barcelona, introduziu à mesa Smart venues a revolução 5G que gerará a entrada ao mundo dos esportes. A fluência dos dados será muito superior a atual demanda que, cresce em torno de 67 % ao ano e a interconexão entre torcedores mudará totalmente a experiência de como participar de um encontro. Martin enfatizou que a próxima revolução que virá está composta de dispositivos sem fio integrados, para que a experiência seja mais prazerosa e natural.

O problema que representa a entrada e saída de uma arena, sobretudo, em obras como as que acontecerão na próxima Camp Nou, poderá ser solucionada através de computadores. Fernando Cucchietti do Barcelona Supercomputing Center nos explicou como serão implementados no Barça. O sistema prevê a simulação dos movimentos individuais de centenas de milhares de pessoas, o que permitirá estabelecer fluências aceitáveis para que o fluxo nas arenas seja mais ágil ao entrar e sair com agilidade, assim como estabelecer planos de evacuação e detectar possíveis emergências.

No caso de Atlético de Madri e sua nova arena, o Wanda Metropolitano, Carlos Rabazo, da Telefónica, revelou que os novos sistemas implementados passaram a oferecer uma experiência mais completa. Neste caso, o projeto Smart Stadium estabeleceu perfis de diferentes tipos de torcedores, de turistas e simpatizantes e outros fãs, com promoções de produtos personalizados nas lojas para cada cliente e o aumento do consumo dentro da própria arena.

A qualidade dos dados

Por último, nesta mesa Data on the field especialistas em futebol e em basquete coincidem ao serem céticos com o auge da análise de dados. Sergi Oliva, do Philadelphia 76ers, nos comentou sobre a necessidade de discriminar os dados que são recopilados para selecionar os que realmente podem contribuir com algo importante. Durante anos, na NBA foram analisados dados, de acordo com seus critérios, que desde a década de 50 começaram a ser recopilados, comentou. Uma informação que marcou a maneira de entender o basquete e avaliar os atletas, mas que não refletia exatamente o que acontecia na quadra e induziu a muitos erros até o surgimento do rastreamento há seis ou sete anos, o que levou a uma reflexão sobre o que será compilado. Um exemplo positivo citado foi o de um observador coletar dados de eficiência de um ou dois atletas. Estas porcentagens poderiam ajudar o treinador na decisão estratégica, comentou.

Charlie Rohlf, Sr Director – Stats Technology Product Development da NBA, considerou que o tratamento dos dados deve ser realizado sempre com índole educativa. Se o espectador descobre novos códigos esportivos graças a estas informações teremos uma maior fidelização. Neste sentido, é necessária a incorporação da figura do especialista para a interpretação desses dados e dos sinais que os índices indicarem. Do seu ponto de vista, a informação estatística que o basquete necessita deverá conter todos os tipos de jogadas de cada atleta e a defesa com o número de alinhamentos.

Finalmente Ian Graham, do Liverpool CF, se manifestou em relação às estatísticas que ainda não duvidosas. Os mesmos dados podem ser vistos no perfil dos atletas que não apresentam grande qualidade e vice-versa. Ainda falta muito para que estes dados tenham resultados nos investimentos que os clubes realizam e as decisões que são tomadas. Para poder interpretar o big data falta algo mais que uma simples leitura das cifras, porque elas mostram uma realidade complexa, finaliza. Além disso, alerta sobre um problema, se dermos excessiva importância aos dados, correremos o risco de que a obsessão leve os atletas a se apavorarem e modificarem seu jogo só para apresentarem melhores resultados.

A equipe Barça Innovation Hub

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