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26 February, 2019

APLICAR A “AUDITORIA CRIATIVA” DE FERRAN ADRIÀ AO DESPORTO

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Será possível inovar ou ter novas ideias na indústria do desporto, utilizando a técnica do chef? Como poderemos nós adaptar tais conceitos ao nosso processo? O que é que aprendemos?

Não é rápido nem é fácil, mas pode ajudar-nos a compreender de onde viemos, onde estamos e onde queremos estar, em termos de novos produtos, serviços, processos e desenvolvimento de modelos de negócio.

No passado mês de novembro, o Barça Innovation Hub foi estudado e analisado na quarta edição do Creativity for Business Innovation Challenge (C4Bi). Tratou-se de um concurso estudantil concebido pela Esade, utilizando o processo de “auditoria criativa” de Ferran Adrià —  a ferramenta que o chef e a sua equipa utilizam para avaliar e classificar processos criativos no seu restaurante mundialmente conhecido, elBulli.

Questionámos diferentes equipas de estudantes do MIT, de Oxford, da Esade, da Faculdade de Gestão de Copenhaga e da Universidade de Aalto, para desenvolver propostas inovadoras no âmbito das nossas sete áreas de conhecimento, utilizando essa ferramenta.

Os estudantes visitaram a Fundação elBulli, onde o chef descreveu o processo criativo e explicou a sua aplicação a outras organizações de forma a elevar a fasquia e inovar, salientando o seguinte:

  1. A importância de avaliar os elementos organizacionais internos e a concorrência externa que afetam a abordagem criativa que um negócio utiliza para inovar.
  2. Pode-se desenvolver um sistema criativo a partir da sua equipa criativa, da sua cultura, dos seus recursos e do seu processo. Todos esses aspetos interagem e criam diferentes sinergias que resultam na criação de um novo afluxo de inovação.
  3. Esses sistemas criativos podem ser medidos pela sua eficiência, com a fixação de objetivos numa determinada ordem cronológica. A longo prazo, essa estratégia permite que a organização se adapte às diversas necessidades que um projeto possa impor.
  4. Por fim, as etapas anteriores culminam num perfil que a organização pode utilizar não só para melhor se compreender e autoavaliar, mas também para melhor se poder comparar com a concorrência. Uma iteração suplementar deste processo permite melhorar o desempenho e, por conseguinte, os resultados.

 

Ferran Adrià acredita que a inovação não se esgota no produto ou serviço, é mais abrangente. Na sua análise, é fundamental inovar, cumprindo com eficiência todas as etapas do processo; compreendendo as necessidades de cada departamento e controlando, não só, tudo o que se passa, mas também o orçamento previsto. Acima de tudo, ele reiterou a importância do trabalho em equipa e da colaboração, explicando aos estudantes o seu conceito nos seguintes termos: “Eu não tenho uma equipa; nós somos uma equipa.”

Ao longo desta colaboração, identificámos algumas semelhanças entre as iniciativas da LABulligrafía e do Barça Innovation Hub. Ferran fechou as portas do seu restaurante para se lançar num novo empreendimento e realizar o seu ideal de partilhar todo o conhecimento que foi acumulando, para ajudar a compreender a história da nossa alimentação e gastronomia e a forma como a culinária está intimamente ligada a outros campos, como o do mundo da arte. Os mais de 150 000 documentos e objetos relacionados com o elBulli disponibilizados e partilhados para estudo podem ajudar outras pessoas a compreender os fundamentos da sua culinária e dar-lhes as ferramentas necessárias para inovar e descobrir novos caminhos.

Tal como o projeto de Ferran, visamos demonstrar e partilhar a ciência por detrás dos projetos em que nos envolvemos, para, coletivamente, fazermos a indústria do desporto avançar mais um passo. Queremos que as várias organizações e equipas se unam a cientistas e profissionais do desporto em novos projetos, para benefício não só das equipas ou da indústria, mas, a longo prazo, também, da sociedade.

Seguindo este conceito, a equipa vencedora apresentou a sua ideia de criar uma nova aplicação comercial, através da utilização de dados de atletas profissionais, capaz de melhorar a experiência de um adepto ou motivar um atleta amador a melhorar o seu desempenho nos treinos.

O conhecimento, a experiência e as aprendizagens adquiridos neste processo são fundamentais para estimular a equipa a continuar a avançar. Neste caminho, consideramo-nos os facilitadores que vão fazendo as devidas relações entre os diversos elementos que nos permitem avançar na paixão que todos partilhamos: o desporto.

 

 

 

A equipa do Barça Innovation Hub

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Barça Innovation Hub no MIT

Pesquisa conjunta.

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