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20 August, 2020

ADMINISTRAR O FUTURO DO ATLETISMO A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA DE LIDERANÇA

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Se há um evento que possa ser tão encantador quanto os Jogos Olímpicos é o Campeonato Mundial de Atletismo. A cada dois anos, provas como a maratona, os 400m com obstáculos, a marcha atlética ou ainda o salto em distância e altura entre outros, demonstram seu imenso poder de atração sobre patrocinadores e os meios de comunicação. Mas se esta competição existe é sobretudo porque há 108 anos o seu órgão reitor, World Athletics, exerce liderança e administração. Sempre com o objetivo de que os atletas sejam recompensados adequadamente pelo seu esforço, que adotem regras em comum para competições e utilizem equipamentos em cada disciplina, que exista um registro dos recordes mundiais e um órgão que ajude na prevenção do doping. Não são simples desafios, sendo que se tornam maiores quando consideramos a união de interesses e as exigências das 214 federações, uma para cada país do mundo, com mais membros que a própria ONU. Como se tudo isso significasse pouco, este ano também enfrentaram um desafio sem precedentes até 2020, devido à pandemia do coronavírus. E o fato de coincidir com a celebração dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

 

Com a pandemia veio a necessidade de se alterar a data dos Jogos Olímpicos, que finalmente será realizada um ano após a sua data inicial. O seu novo calendário coincidia não só com o Campeonato Mundial de Atletismo, mas também com as datas dos eventos Commonwealth Games e Jogos Europeus. Três grandes eventos mundiais, destinados ao mesmo grupo de esportistas e torcedores, em diferentes pontos do planeta. Seria impossível comparecer em todos e os atletas teriam perdidos eventos, o público teria se dividiria em vez de se concentrar e os patrocinadores perderiam o interesse, reduzindo investimentos valiosos. Tudo isto poderia ter sido um golpe para o atletismo em todas as suas formas, mas a liderança e a administração conjunta do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da World Athletics (WA) demonstraram como instituições como estas são fundamentais para o esporte e para os atletas profissionais.

 

A estratégia adotada pela WA foi, primeiramente, dar um passo atrás diante do COI. Longe de discutir sua proposta de atrasar os Jogos Olímpicos, eles ofereceram seu apoio, mesmo sendo prejudicial para eles. Isto significava reconhecer seu papel com uma instituição de menor liderança. Na verdade, eles estavam pressionando sem grandes exigências, em busca de uma boa solução para os atletas, tentando de todas as formas impedir que os jogos fossem realizados sem público. A escolha havia sido ponderada e os atletas foram os primeiros a levantar a sua voz contra, pois com estádios vazios não só prejudicaria o espetáculo, mas exerceria uma pressão negativa sobre o atleta, que está acostumado com a atmosfera e o clima transmitidos pelas arquibancadas. Sem mencionar que eles não têm o mesmo impacto na mídia.

 

A World Athletics não se contentou em expressar sua opinião como uma maneira de influenciar Tóquio 2020. Além disso, realizaram encontros desde o primeiro momento com as organizações que administram os outros dois grandes eventos do atletismo, a Federação de Jogos da Commonwealth (CGF) e com a Associação Europeia de Atletismo (AEA). E se estes três eventos atrasassem as celebrações um ano em virtude dos Jogos Olímpicos, todos seriam realizados ao mesmo tempo. Novamente não haveria tempo hábil para que os atletas se recuperassem entre uma prova e outra, assim como ir até as cidades onde sediariam as competições.

 

Em 8 de abril a WA anunciava a solução adotada, que era a de converter o verão de 2022 em 6 semanas delirantes para os atletas amadores do atletismo e seus patrocinadores, onde acontecerão três competições, uma após a outra. “Haverá tantos medalhistas e quantidade de provas juntas como nunca antes na história, transformando suas modalidades esportivas em protagonistas do evento, isto a nível mundial”. Desta forma tão positiva, foi anunciada pelo presidente da World Athletics, Sebastian Coe. Tanto os atletas como os patrocinadores e os meios de comunicação responsáveis pelas transmissões viram nesta alternativa uma grande oportunidade. Todos os envolvidos renovaram os seus contratos para as novas datas, em grande parte graças à intervenção da WA, embora nunca tivessem competido em datas tão próximas de se escolher.

 

Mas o ano de 2020 e a pandemia nos ensinaram que não existem muitas opções de escolha. Na verdade, enquanto Tóquio e o COI decidiam, estas três organizações realizavam reuniões por videoconferência, em função do confinamento, entre as cidades que sediariam os eventos e as 214 federações, 70 das quais fazem parte, além das europeias e das 50 que fazem parte da Commonwealth. Ao mesmo tempo tentavam convencer patrocinadores e os meios de comunicação, fundamentais para que cada evento tivesse repercussão global, de que fossem flexíveis e apoiassem a mudança de datas. A COVID-19 nos deixa uma valiosa lição destes novos tempos, relacionada à liderança e à administração desportiva, que é preciso nos anteciparmos para sermos capazes de nos adaptar rapidamente às mudanças. É simplesmente a diferença entre fracasso e sucesso, e será por muito tempo.

 

Martín Sacristán

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