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21 February, 2020

A PERIODIZAÇÃO, UM CONCEITO FUNDAMENTAL EM NUTRIÇÃO ESPORTIVA

Saúde e Bem-Estar

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Atualmente, um dos principais conceitos em nutrição esportiva é a chamada periodização. A periodização nutricional prevê a integração da nutrição a um conjunto das obras estratégicas que compõem o treinamento físico e mental.

A periodização também implica em oferecer ao atleta uma alimentação adequada para cada situação em que se encontra. Por outro lado, também permite a criação de estratégias de adaptação de ordem muscular, metabólica, imunológica e no período de repouso, assim como nos aspectos cognitivos, em resposta a um plano de ação ou à uma estratégia já elaborada.

A periodização envolve diferentes maneiras de nos alimentarmos de em dias de muitas atividades ou então nas pré-temporadas, durante os dias de campeonato ou ainda em diferentes momentos do dia, com o objetivo de adaptar e melhorar o rendimento físico e mental.

Desta maneira, vão sendo criados modelos de alimentação com diferentes quantidades de alimentos, em função dos objetivos propostos. Esses objetivos podem ser diversos, como por exemplo, corrigir a estrutura corporal, acelerar a recuperação e, para mulheres atletas, corrigir os índices de carboidratos em seu ciclo menstrual.

A pré-temporada, um momento importante

Um claro exemplo da periodização é a pré-temporada, quando as estratégias de treinamentos intensivos, as alterações nos horários de alimentação entre outras circunstâncias podem gerar efeitos favoráveis, pois necessitamos corrigir a composição corporal do atleta e instruí-los para que aprendam a alimentar-se com determinados tipos de alimentos buscando melhorar o seu índice de gordura muscular.

Desta forma, durante este período são aplicadas dietas compostas por mais vegetais e alimentos com menor índice de carboidratos e também menos energéticos, com o objetivo de auxiliar o atleta durante os campeonatos. Procuramos alterar os carboidratos como arroz, cereais e macarrão, por verduras, legumes, frutas, sucos ou taper para em seguida aumentar novamente, e dependendo da necessidade, retornar à quantidade inicial.

Gorduras saudáveis como azeite de oliva, atum e frutas secas ou cereais também tem um papel fundamental e permitem que os músculos dos atletas “aprendam” fisiologicamente a usar este combustível e ao mesmo tempo reconhecer o arroz, a batata ou o macarrão.

De fato, os especialistas indicam que a pré-temporada é o momento mais adequado para que o atleta assimile estes conceitos, em função do maior número de jogos.

A personalização é fundamental

A personalização é um segundo aspecto mais importante na dieta dos atletas, pois as estratégias empregadas para o tipo e a intensidade do treinamento e da alimentação visam adaptar o atleta para cada uma das diferentes etapas do processo. E o que pode ser benéfico para um, não necessariamente poderá ser para o outro.

É importante conhecer exatamente os objetivos a serem alcançados durante uma temporada, assim como a idade e o sexo do atleta, pois existem diversas alterações metabólicas.

Também é necessário levar em consideração as preferências deste atleta

Não podemos esquecer que cada atleta tem um leque de opções e preferências de alimentos e, em alguns casos, as opções são muito limitadas e a dieta pode ser pobre em variedade, exigindo adaptações. De fato, a diversidade dos alimentos consumidos também indica a qualidade da dieta para todos os atletas.

Por este motivo, explica Toña Lizárraga, nutricionista do FC Barcelona, a personalização dependerá de cada atleta, da sua capacidade, motivação e interesse em estabelecer estas mudanças de rotina e avaliar os efeitos, sempre respeitando suas preferências, mas propondo também novos desafios alimentares ou outras pautas com objetivos mais específicos.

Por outro lado, não podemos esquecer os fatores culturais e religiosos que, por não permitirem determinados alimentos como, por exemplo, a carne suína e ainda outros fatores de saúde tais como: sensibilidade ou intolerância a determinados alimentos.

Apresentar os alimentos ao atleta

Um exemplo para apresentar os alimentos durante a periodização é o uso de bowls ou tigelas que tenham opções de ingredientes e quantidades necessárias.

Um exemplo claro é montar uma tigela ou um bowls com ingredientes que representem proteínas, vegetais e carboidratos, aumentando ou diminuindo quantidades de carboidratos como macarrão ou arroz, de acordo com a intensidade de esforço ou momento do dia (pré ou pós-exercícios). A partir de então, personalizar as opções com ou sem glúten, lactose, vegetarianas ou de fácil digestão…

Aumentar o tempo de vida esportiva do atleta

Por último, podemos considerar que todos estes aspectos podem ser adaptados durante todo o período de atividade do atleta e mudar, de acordo com o tempo e sua idade. A idade é outro fator que tem cada vez mais tem influência nas escolhas estratégicas de adaptação.

De fato, comprovou-se que o tempo de atividade do atleta profissional está cada vez maior, e que sua carreira será influenciada em grande parte pela compreensão e adaptação nutricional dele. O objetivo é atrasar o ponto ou o momento em que o rendimento físico pode ser afetado, pois levará mais tempo para se recuperar e existirão mais infecções ou lesões acumuladas.

Por este motivo, para os atletas veteranos recomendamos sempre uma alimentação de caráter anti-inflamatório e antioxidante, que lhe proporcione um maior tempo de carreira, enquanto que, para atletas mais jovens a prioridade busca atender às suas necessidades energéticas, de crescimento, de aumento da massa muscular e de sua recuperação.

Também temos que levar em consideração a digestão e a tolerância de determinados alimentos que podem ser muito diferentes quando se tem 17 anos do que quando se tem 32 anos.

A periodização é um conceito que foi debatido na segunda edição da conferência do Barça Sports Nutrition.

 

 

Javier Granda Revilla

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